Posted by: - TCZ - | Quinta-feira, 17 Julho 2008

Manifesto Anti-escaletas

CONTRA A ESCALETA

Escaleta não é uma escala pequena como alguns podem deduzir. Eu mesmo deduziria isso se não soubesse o que esse nome nomeia. Neologismos e engenharia linguística são a minha área modéstia a parte.

Quando o Ray Conniff (não sabe quem é? Pergunte a sua tia solteirona) se apresentava nos takes recuperados oníricos da minha infância mais remota, lembro-me que se apresentava regendo os instrumentos na orquestra, algo bonito de ser ver. Sempre achei maestros figuras divertidas, porque num faz de conta bobo de gestos inventavam movimentos e ficavam dançando na frente dos musicos, enquanto estes tentavam não prestar atenção no palhaço e ler a partitura direito (é, eu sei o que um Maestro faz, mas estamos falando de impressões divertidas ok?). Bem depois falo mais de Maestros, voltemos as Escaletas.

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Posted by: Mr.Balboa | Segunda-feira, 14 Julho 2008

Capítulos 2 e 3

Este é o capítulo anterior:

http://quodlibetarios.wordpress.com/2008/05/30/capitulo-1-recebendo-transmissao/

CAPÍTULO 2 - 1ª Carta de Hilai

Vocês não me conhecem. Eu sou o criador desses poderes. Eu escolhi as pedras por um motivo. Os animais são do signo chinês mesmo e escolhi…bom não vou entregar tudo para vocês…Nunca foi uma brincadeira…Não fiz isso que fiz sem uma motivação…Não vou fazer nenhuma profecia, mas espero que um dia alguém me entenda…

Pérola - Dragão
Ambar - Tigre
Rubi - Javali
Jade - Serpente
Ametista - Cavalo
Diamante - Coelho
Cristal - Carneiro
Quartzo Negro - Macaco
Onix - Boi
Safira - Cachorro
Pedra Lua - Galo
Granada - Rato

Essas foram as pedras que me chamaram mais atenção na época que eu fiz o que eu fiz. Que façam bom proveito.
Ah sim…provavelmente eu vou deixar mais cartas…divirtam-se
Hilai

Um sorriso apareceu no rosto do garoto moreno. O cabelo curto deixava os olhos cor de mel brilharem com a luz da vela. Era a cara de uma criança que acabava de ganhar um presente de Natal. De trás dele uma voz feminina:

- Daniel…é isso mesmo… - com uma voz miada.
- É sim Sally…é isso mesmo - agarrando a menina pela cintura e dando um beijo nela.

Os dois saíram de um grande salão e depois saíram de um grande mausoléu e do lado de fora estavam mais duas pessoas.

- E então, mais uma companheira para a sua pulseira Daniel? - perguntou um garoto baixo
- Não…melhor…a carta de Hilai - respondeu com um sorriso no rosto.
- Ótimo, agora nós sabemos as 11 pedras que faltam.

Os quatro saíram do cemitério com muita felicidade e tranquilidade.

CAPÍTULO 3 - Informações não Confirmadas


Andando rapidamente Daniel, Sally e os outros dois saíram rapidamente e chegaram até uma hospedaria. Passaram rapidamente pelo hall de entrada e fpram até o quarto onde estavam. Encima das 3 camas e do sofá que tinha naquele quarto havia muitos livros e muitos pergaminhos e muitas anotações.

- Bom…com esse que esse relatório do próprio Hilai, agora sabemos a que se referem as nossas duas pedras - disse Daniel se sentando num canto de uma das camas.
- Mas não sabemos o por que dos objetos…Por que temos a ambar na sua pulseira e ametista no meu colar? - questionou Sally.
- Na verdade…isso é apenas um palpite por hora…Se eu tivesse que ter algumas pedras poderosas e quisesse disfarçá-las eu iria por em jóias. Ou em algum objeto. Já descobrimos que a sua pedra permite desacelerar o tempo para você, além de identificar algum objeto quando você quer…Agora eu ainda não sei para que serve a minha pedra…De qualquer forma nós vamos ter que ir até a cidade de Galbart para conseguir mais informações. Acho que a pérola, a pedra lua e a safira estão lá. Provavelmente não expostas…mas essas são as que mais escuto falar que estão lá… - parando para pensar um pouco.
- Mas e as outras pedras…você sabe onde elas estão? - perguntou a outra menina que estava no quarto.
- Na verdade tenho informações não confirmadas Li. O coelho e o javali estão desaparecidas. Ninguém sabe onde ou o que elas fazem…Isso quer dizer que está com alguém que sabe o que elas são - falando um pouco baixo como se falasse para si - Bom…retomando, o rato, a serpente e o macaco já foram algumas vezes ligados com um grupo chamado de Zwölf…doze em alemão. O carneiro está com o meu mestre Shih Liu e o boi está fora dessas regiões…acho que levaram para o norte…mas isso são apenas informações não confimardas…
- E quem são esses Zwölf? - disse a garota dos cabelos dourados.
- Lilly…eles são assassinos. - com a voz temerosa ante a reação das garotas que não poderia ser diferente do choque. - Lilly…eu te avisei que entrar para a Marinha Real não seria fácil e que o bizarro iria se apresentar toda hora…
- Assassinos…Assassinos? Mas eu só tenho 18 anos…Eu não estou pronta para isso…Eu sou muito nova para m…
- Não diga tal asneirice Li!!!! - vociferou um rapaz baixo e de cabelos escuros.
- É isso mesmo Li. O Edwin está certo. Não vai nos acontecer nada. Nossa missão é apenas conseguir as informações…nem precismaos dizer que temos duas pedras. - Sally tentando animá-la.
- É o que eles disseram. Na verdade a Marinha Real só não quer que mais mercadores negros tenham poderes. - disse Daniel tentando ajudar, mas a garota estava estática.
Olhando ao redor viu uma carta na frente de sua janela. A pegou e leu em silêncio. Agora quem estava pálido era Daniel:
- Que foi Daniel? - perguntou Edwin.
- Eles estão indo pra Galbart também…
- Eles quem? - vindo do outro lado a voz de Lilly surgiu.
- Zwölf

Posted by: yumejin | Quarta-feira, 9 Julho 2008

Portais Lúdicos - Jogos de Tabuleiro

Para escolher o assunto de hoje, fui à Wikipedia, escolhi a opção de artigo aleatório até que aparecesse algum sobre o qual eu pudesse falar.

Rip Russel… hun, acho que não dá. Próximo.
Ken Hogan… o quê diabos é hurling? Deixa pra lá. Próximo.
Quester… ei, eu conheço esse jogo. Ou melhor, conheço o jogo no qual este se baseou, Breakout. Bem, vamos lá.

Jogos eletrônicos, em geral, sempre foram algo por que tive muita estima. De um jeito ou de outro, eles nos transportam para situações desafiantes em mundos diferentes do nosso cotidiano. Falando dessa maneira, soa um tanto como escapismo, mas não é. Eu nunca vou pilotar naves espaciais, ser um guerreiro na Idade Média, comandar exércitos estadunidenses, chineses ou terroristas, participar da 2ª Guerra Mundial ou lutar contra o Pikachu em Hyrule. Os jogos eletrônicos permitem que eu o faça. Mas não são a única passagem para esse mundo lúdico, nem sequer a primeira ou mais comum.

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Posted by: - TCZ - | Segunda-feira, 23 Junho 2008

The Inner Hulk

Criançada boa, tudo beleza?

Estou eu aqui, quando deveria já estar lá, mas estava terminando um trabalho de Licenciatura&Filosofia voltado para o ensino médio. E o trabalho ficou TÃO BOM (realmente gostei dele, me orgulhei hahaha) que decidi compartilhar com vocês. Mas apenas uma parte, o resto é burocracia boba.

Um dia paro para escrever mais sobre Quadrinhos.

Hulk, Incr�vel Hulk

“Durante toda a vida, o ser humano é produto do seu meio, da sua razão e dos seus conhecimentos, sendo parte importante destes últimos as histórias e narrativas com que entramos em contato no decorrer de nossos dias. O ser humano depende essencialmente delas para existir de forma sã, somos criaturas dotadas de intelecto e pensamento abstrato, nos entretendo contando histórias fantasiosas e mesmo relatando fatos que nos ocorrem sob a forma de narração. Nos primórdios era assim nas paredes das cavernas e assim é hoje com a literatura, o teatro e o cinema, e por um bom tempo continuará sendo. Dentre estas formas de mídia que possuímos para contar nossas histórias uma se destaca por sua incontestável popularidade e crescimento assombroso no século vinte (mais precisamente na sua segunda metade): a história em quadrinhos, que atravessou gerações, ideários, governos e editoras e até hoje permanece como parte integrante de nossa cultura popular. Por mais negligenciada que seja por vezes, tomada apenas por “coisa de criança”, as histórias em quadrinhos, sobretudo as de super-heróis, são reflexos de situações políticas, sociais e mesmo de correntes intelectuais pertencentes aos períodos em que estão situadas, para saber como é determinada época nessa nossa idade “Pós-moderna” (até que prossigamos e a batizemos de uma maneira melhor) basta olhar os quadrinhos de heróis e perceber quais valores que estão sendo transmitidos que, dependendo de seu público-alvo, são densos e repletos de significados.

 

E não é característica apenas das HQ’s atuais, com seus roteiros intricados de fazer inveja aos melhores filmes ou a alguns livros consagrados, essa presença de um aprofundamento conceitual que geralmente jaz oculto nas entrelinhas dos balões e páginas, desde a criação do Super-homem em 1932 por Jerry Siegel e Joe Shuster já havia ali algo de significado oculto e denso, até mesmo filosófico. Super-heróis são personificações, avatares de aspectos gerais das forças do mundo cotidiano e até mesmo de conceitos metafísicos. A interação entre personagens, seus pensamentos e reflexões por vezes favorecem nossa compreensão do mundo e desenvolvem o pensamento abstrato. O já citado Super-homem portanto representa a força e o poder tomados em seu sentido mais metafísico: é um deus em forma de homem, que transcende todas as nossas limitações tendo como fraqueza apenas suas próprias origens (simbolicamente representadas pela “Kryptonita”, material residual de seu planeta de origem) Outro herói muito popular, o Batman, representa o ser humano comum, sem poderes, elevado ao máximo em todas as suas capacidades e potencialidades: é muito rico, inteligente, atlético, considerado o “melhor detetive do mundo”. O Homem-Aranha por sua vez é seu reflexo-de-espelho: um homem comum, com todos os problemas que um homem comum deve ter - casamento, contas à pagar, filhos – confrontado diariamente com a responsabilidade de ser um super-herói. O Capitão América é a personificação do patriota ideal, o Lanterna Verde do Guardião da Lei, O Thor do guerreiro da antiguidade clássica e assim por diante. Marvel, DC, e as demais editoras primam por, intencionalmente ou não, criar e/ou manter personagens que eventualmente portam uma grande carga de significados sociais ou ideológicos profundos.

 

Dentre estes personagens encontramos aquele que é o tema deste trabalho e que por muitas vezes é tomado com um personagem sem muita carga dramática nem de conteúdo pelos mais apressados (e talvez quem sabe preconceituosos): O Incrível Hulk. O Doutor Bruce Banner, atingido por uma explosão de “Raios Gamma” (não confundir com a radiação gama, que existe em nosso mundo, porém não cria monstros verdes gigantes) durante um experimento, sofre uma mutação em suas células se transformando ocasionalmente, quando irritado, num monstruoso gigante verde (o “Gigante Esmeralda”), a criatura mais forte do planete, personificação do estado físico dos corpos – indestrutível e portador de força irresistível – que age a sabor dos instintos (ironicamente, sobretudo o de auto-preservação) com uma sombra muito fraca da racionalidade do doutor, uma das cinco maiores mentes do “Universo Marvel” (como é chamado o conjunto canonico das histórias dentro da editora). A temática maior do Hulk ( do inglês “pessoa muito grande ou excessivamente musculosa) é quase como um “Jekyll e Hyde” de Stevenson levado as últimas conseqüências: como o homem racional e inteligente, sereno e ponderado pode conviver com sua “besta interior”, a parte i/amoral interior que existe em cada um de nós e que pela razão mantemos do “lado de dentro” evitando que saia e causa maiores estragos. O problema maior tanto na obra de Stevenson quando na obra de Lee/Kirby (Stan Lee e Jack Kirby, os criadores de praticamente todos os personagens clássicos do Universo Marvel) é quando, seja por uma fórmula ou por uma mutação causada por um acidente, a besta interior foge ao nosso controle e nos obriga a nos afastar do que mais gostamos, de nossa vida cotidiana e pessoas que amamos, pela responsabilidade posterior a “fuga” que ainda mantemos, do medo que se machuquem. Nos quadrinhos quando Banner adquire a criatura Hulk dentro de si, parte em busca de uma cura, escondendo-se do exército americano, que deseja utilizá-la como arma e também para não ferir aqueles que ama (como sua namorada, Betty Ross), porém eventualmente quando se vê em perigo, perde o controle e se transforma em Hulk, que providencia a sobrevivência de seu duplo Bruce Banner. Banner, devido a independência de sua “besta interior” leva uma vida solitária, fugindo sempre e nunca retomando por mais que tente, sua vida cotidiana. Sua jornada em busca de uma cura torna sua vida um constante pesadelo de incidentes com o Hulk e fugas.

 

Porém o Hulk não é um mal absoluto. No decorrer de sua vida pós-acidente o doutor Banner aprende que por sua própria responsabilidade reconhecer que a força do Hulk é necessária a si mesmo, quando obrigado a lutar pela própria sobrevivência, e ao mundo, quando confrontado com alguma ameaça maior. Portanto Banner decide se manter como Hulk enquanto herói, ajudando a manter a ordem no mundo e protegendo o planeta e seus habitantes contra possíveis ameaças, chegando até mesmo a manter sua forma Hulk. Assim podemos enxergar a questão Hulk sob um novo ponto de vista: antes de aceitar sua nova condição, Banner vivia em fuga, pondo-se em situações de perigo constantemente devido tanto a sua condição física obviamente inferior a do Hulk frente às ameaças planejdas para capturá-lo enquanto portador do Hulk. Depois de sua aceitação, Banner não apenas consegue manter seu intelecto enquanto está como Hulk mas adquire uma estabilidade em sua vida, não sendo mais perseguido pelo governo americano pois recebe a aceitação popular como herói (e não mais “força da natureza”) e dos demais heróis. Assim, podemos ver que quando negava sua própria condição, Banner estava muito pior do que quando a entendeu e a aceitou, tornando-se assim não um ser dual, Banner/Hulk, mas apenas Bruce Banner, o Hulk (pois é revelado nos quadrinhos que “Hulk” é um estado celular possuído por muitos personagens infectados com a “radiação Gamma”, sendo Banner denominado como é apenas por ser o primeiro e mais famoso/importante Hulk).

 

 

Nietzsche certa vez disse, citando um autor latino, “torna-te aquilo que tu és”, pois acreditava na assunção dos indivíduos sem amarras que os prendam e minem sua força plástica vital. Regras sociais, morais e religiosas segundo ele apenas prejudicam a formação do indivíduo perante ele mesmo, tornam-no fugitivo de si mesmo, incapaz de aceitar segundo as regras que lhe são impostas a si mesmo, e ao mesmo tempo incapaz de deixar de ser ele mesmo para ser outro. O melhor caminho para a plena realização é se tornar aquilo de melhor que se pode ser, independente de regras e amarras artificiais que podem existir podando as possibilidades de vida do sujeito, para tanto este deve olhar para o abismo, deixando que o abismo olhe para dentro de si e aceitar aquilo que enxergar, sem tentar se tornar nada do que é esperado por outros, mas apenas por si mesmo. Seguindo como guia apenas a thélema, a sua real vontade. E isto, essa assunção, é exemplificada pelo paradigma de Bruce Banner, Hulk, que transformando sua força de destrutiva para criadora, se realiza enquanto indivíduo completo, não apenas um ser dual, fragmentado, mas uma unidade poderosa, unida mente e corpo, como um só.

 

Conclusão -

 

Portanto, assim como este paralelo entre Nietzsche e “O Incrível Hulk” é possível, tantos outros o são, dentro e fora das páginas e das telas, mostrando assim que a Filosofia, longe do que nos diz o senso comum, não é conhecimento de gabinete, trancada em quatro paredes, tampouco coisa que para nada serve, e com nada se relaciona, mas sim ferramenta poderosa de compreensão do mundo que, tal qual a semiologia e a lógica, a tudo pode ser combinar e se aplicar ampliando a nossa compreensão deste tudo.

 

O grande problema da Filosofia talvez seja não seu rigor ou seu “afastamento” do mundo concreto para o abstrato mas sim o preconceito tanto do senso comum quanto mesmo dos profissionais de Filosofia, Filósofos que assim como o homem que por procurar moedas de ouro no chão jamais olhou para o Sol, por demais se levarem a sério, a si e aos seus sagrados profetas, esquecem que por muitas vezes o cotidiano e coisas medíocres, como por exemplo HQ’s, podem possuir conteúdo filosófico e poder de exemplificação daquilo que tanto compreendem mas tão pouco conseguem transmitir. Portanto, assim que o preconceito acadêmico puder ser dissipado, talvez o ensino de Filosofia possa ser uma tarefa mais fácil e mesmo a prática filosófica se torne mais rica e profícua com a adesão de novos pensadores e com a articulação dos conceitos ideais com a realidade concreta que nos cerca.”

Posted by: Mr.Balboa | Sábado, 21 Junho 2008

Efeito Rocky Balboa

Não sei se vocês já viram o último(?) filme da saga. Recomendo que vocês assistam.
Eu nunca fui muito fã do Rocky, confesso que por muitas vezes achei que era perda de tempo gastar meu tempo e o meu dinheiro para assistir a um filme do Stallone, mas resolvi dar uma chance no que na minha cabeça seria o desastre final.

Mas eis que me surpreendo e vejo que o filme “Rocky Balboa” é na verdade o último canto do cisne. Tinha tudo para dar errado. Mas de algum modo, esse filme foi capaz de me fazer ver com bons olhos esse personagem. Apesar do slogan “Nada acaba antes do fim”, que me parece um pouco clichê, eu consegui enxergar um personagem que era dado como “morto”, que não prestava e que todos viravam as costas, renascer de suas cinzas. Penso que esse filme acabou sendo uma mistura entre o Rocky e o próprio Stallone. Os dois pareciam caricaturas do que um dia eles tinham sido. Mas eles conseguiram angariar respeito, carinho e admiração no final.

Não, isso não é um post sobre um filme. É apenas a introdução para um outro personagem. Acho que, de todos os participantes desse blog, eu sou o que mais sou ligado aos esportes. Mas creio que todos desse blog, ao menos uma centena de vezes já praguejou contra esse cidadão: RUBENS BARRICHELLO.

Já xinguei de todas as formas possível ele. Morria de raiva ao ver ele não ganhar nada com a Ferrari. Enfim, como todo o brasileiro que viu 12 minutos de F-1 já quis ver a caveira do Rubinho.

De certa maneira, a trajetória desse piloto pode ser comparada ao do Rocky. Quando surigu na F-1, era tido como grande promessa do Brasil e tinha um gigantesco padrinho (Ayrton Senna). Finalmente ele chegou na Ferrari e ali começou o ódio pelo piloto. Não tinha como aguentar ver uma derrota seguida de outra derrota de Rubinho. Quando ele saiu da Ferrari,o que todos esperavam era ver ele parar. Não parou. Mas passou a ficar nas sombras de Massa (o piloto brasileiro que assumiu o lugar de Rubinho na Ferrari). E assim foi passando um ano atrás do ano. Até que chegou o ano de 2008. Rubinho estava mais escondido do que nunca. A única menção feita a ele no começo do ano, foi a de que durante toda a temporada de 2007 ele não tinha conseguido marcar um ponto sequer (a culpa não foi dele. O carro era absurdamente ruim). O úncio fato novo era a de que ele iria se tornar o piloto com o maior número de corridas da F1. Um record que ninguém almeja nos dias atuais da competição. Mas ele resolveu encarar. E mesmo assim ele continuava nas sombras. Até que chegou o tão esperado Grande Prêmio onde ele se tornou um recorditsta (o carro da foto é o carro da corrida que ele quebrou o record). E apenas por mostrar bom humor e simpatia ele conseguiu recuperar a simpatia que um dia eu tive por ele. Eu passei a torcer por ele. A queda corrida que ele não pontuava eu ficava triste por ele. Até que chegou o glamour de Mônaco. E lá ele quebrou esse tabu para ele. Conseguiu marcar os pontos tão sonhados. Fiquei feliz por ele. Na corrida seguinte ele voltou a liderar uma corrida (por 7 voltas) depois de MUITO tempo, além de pontuar mais uma vez. Acho que fiquei mais contente por ele ter conseguido uma vez mais o brilho do primeiro lugar, mesmo que por pouco tempo, do que pelo Massa. Penso que esse deva ser o canto do cisne de Rubinho. Um personagem que tinha se apequenado diante de tudo aquilo que ele poderia ter sido e não foi, mas que no seu final conseguiu de forma digna voltar a ser querido (pelo menos para mim).

Posted by: yumejin | Sexta-Feira, 20 Junho 2008

Fogo Amigo na Internet

[DragonForce - Through the Fire and Flames]

Completando a seqüência iniciada com Pontos Negros da Internet e continuada com Idiotice na Internet, este é o artigo que eu tinha em mente quando pensei nesse assunto. Pra falar a verdade, por mim, só tinha escrito esse último, mas acho que os outros dois são necessários como explicação prévia dos causadores do Fogo Amigo.

Para quem não sabe, fogo amigo é o termo usado quando um aliado seu o atinge na frente de batalha. Usado principalmente entre militares, entrou para o vocabulário dos jogos de tiro em primeira pessoa com sua versão em inglês, friendly fire. Se entrar em uma discussão com babacas e idiotas é ruim, imagina ter um deles do seu lado?

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Posted by: Moon | Quinta-feira, 19 Junho 2008

rascunhos de desencontros e um encontro

a rua de prédios onde moram os velhos, as “famílias direitas” e estudantes. os porteiros que só contam o que acontece, nunca interferem, assistem ao futebol na TV. a criança corre. braços cobrindo o rosto. no meio de soluços. grita. “minha mãe, quero minha mãe”. desarrumado. quatro anos. sozinho. “o que houve com você? qual o seu nome? onde você tava com sua mãe quando ela sumiu? como ela se parece? quer voltar lá pra ver se achamos ela? você mora na rua?”. a dificuldade de falar, enxugar as lágrimas. se agarra com força à primeira mão que a ele estendem. se deixa conduzir. anda até com autoridade de mais para a idade que mostra ter com os dedos das mãos. não achamos a mãe. mas o brilho nos olhos dela ao saber que o filho foi achado foi de indescritível felicidade. aquele misto de felicidade, alívio, vontade de matar o filho que sumiu e abraçá-lo e nunca mais soltar.

xxx

“ai, viado”. a frase repetida por ambos. durante toda a briga. tristes os casais que brigam por dinheiro. em público. na rodoviária. Leia Mais…

Posted by: yumejin | Sábado, 14 Junho 2008

Idiotice na Internet

Em primeiro lugar, desculpas. Passou-se quase um mês inteiro, mas é que eu estou um pouco enrolado com muitas coisas. Tenho certeza que todos entendem como é isso.

Continuando a partir de onde parei nos Pontos Negros da Internet, se os fóruns de discussão reúnem muitos babacas, que é o termo certo para quem gosta de provocar e incomodar pela diversão, também abrigam outros tantos que o fazem sem ser de propósito. Com o custo de produção de computadores de capacidade razoável em níveis aceitáveis para boa parte da população de países com economia desenvolvida, ou quase, e o acesso à banda larga cada vez mais difundido, acabou ocorrendo algo indesejável: a disseminação da idiotice na internet.

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Posted by: - TCZ - | Domingo, 8 Junho 2008

Versus Wittgenstein

Uma vez, meu companheiro Quodlibetário Yumejin falou que gostaria de ter conhecido o Professor Junito de Souza Brandão, por ler uma de suas obras (a coleção sobre mitologia que, aliás, peguei emprestado o volume três e ainda NÃO li… “shame on me“…) e ter se interessado por seus estudos e por sua vida acadêmica. Ou algo próximo disto.

O importante foi a questão que meu colega levantou assim que terminou o seu post: se você pudesse interagir com alguma personalidade - escritor, músico, filósofo…- quem seria e o que gostaria de fazer? Pode parece uma pergunta boba é verdade, mas não é, já digo porquê. Imagine que, de todas as pessoas da história, todas mesmo, fosse lhe garantido o direito e a execução, quase mágica, de qualquer desejo envolvendo qualquer pessoa em qualquer circunstância, quem você escolheria? O que escolheria fazaer?

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Posted by: Mr.Balboa | Segunda-feira, 2 Junho 2008

Fado Tropical

Olá pessoal!
O post de hoje é uma música que eu escuto a muito tempo. Na verdade ela é uma música do Chico Buarque, mas que eu realmente gosto na voz do Oswaldo Montenegro. Além da letra, uma outra coisa que dá um toque especial para ela é o sotaque português  que ele faz. Outra coisa que vale notar é que ele recita alguns versos (que estão entre aspas aqui). Vale por tudo essa música. Principalmente pela música em si. Recomendo que vocês escutem ao menos uma vez ela.

Fado Tropical - Oswaldo Montenegro

Oh, musa do meu fado
Oh, minha mãe gentil
Te deixo consternado
No primeiro abril

Mas não sê tão ingrata
Não esquece quem te amou
E em tua densa mata
Se perdeu e se encontrou
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal
Ainda vai tornar-se um imenso Portugal

"Sabe, no fundo eu sou um sentimental
Todos nós herdamos no sangue lusitano uma boa dose de lirismo (além da sífilis, é claro)
Mesmo quando as minhas mãos estão ocupadas em torturar, esganar, trucidar
Meu coração fecha os olhos e sinceramente chora..."

Com avencas na caatinga
Alecrins no canavial
Licores na moringa
Um vinho tropical
E a linda mulata
Com rendas de Alentejo
De quem numa bravata
Arrebata um beijo
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal
Ainda vai tornar-se um imenso Portugal

"Meu coração tem um sereno jeito
E as minhas mãos o golpe duro e presto
De tal maneira que, depois de feito
Desencontrado, eu mesmo me confesso

Se trago as mãos distantes do meu peito
É que há distância entre intenção e gesto
E se o meu coração nas mãos estreito
Me assombra a súbita impressão de incesto

Quando me encontro no calor da luta
Ostento a agida empunhadora à proa
Mas meu peito se desabotoa
E se a sentença se anuncia bruta
Mais que depressa a mão cega executa
Pois que senão o coração perdoa"

Guitarras e sanfonas
Jasmins, coqueiros, fontes
Sardinhas, mandioca
Num suave azulejo
E o rio Amazonas
Que corre Trás-os-montes
E numa pororoca
Deságua no Tejo
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal
Ainda vai tornar-se um imenso Portugal
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal
Ainda vai tornar-se um império colonial

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