Publicado por: - TCZ - | segunda-feira, 19 junho 2006

Sacola de supermercado

escutando… meu pai acordando! melhor correr com isso…

Ah…. perdoe-me pelo desaparecimento temporário, #0… e perdoem-me pelo retorno,
fãs do troubleshotter….

Quando ainda tinha o direito de ser criança, costumava chamar as visitas ao meu
avô,que morava em São Gonçalo (minha mãe sempre dizia que íamos a niterói…) de
viagens. Nessas “viagens” eu levava tudo que podia querer usar: brinquedos, dos
bonecos aos jogos de tabuleiro; mini games (daqueles que vendiam na casa e vídeo,
com um único cenário pintado sobre a tela);meu game boy modelo tijolo(que espero até
hoje que me devolvam); revistinhas (da época em que dava pra comprar revistinhas da
turma da mônica, kinder ovo e figurinhas diariamente sem falir seus pais); papel e
lápis pra desenhar, massinha. Era uma dor de cabeça enfiar tudo em sacolas de
supermercado (mala? ora, não seja tolo!) a tempo de sair bem cedo pra pegar o ônibus
e ainda chegar lá antes do almoço.

Eu cresci, meu avô morreu, a casa dele foi alugada (e agora rende dores de cabeça a
minha vó,herdeira da propriedade, porque a gente de lá “não presta”, como ela mesma
diz… mas isso não tem a mínima importância, aliás devo me lembrar de apagar esse
parêntesis quando revisar o texto). No entanto, meu hábito de querersempre manter
meus passatempos rotineiros se manteve. Como eu não podia carregar a casa nas
costas, acabei passando quase todo o meu tempo livre dentro de casa, fazendo sempre
as mesmas coisas… só fui substituíndo os velhos brinquedos obsoletos por outros
novos: os video games antigos pelos novos, as revistinhas pelos mangás e romances,
os jogos de tabuleiro por partidas de multiplayer online(tá, na verdade eu nem jogo
online, mas a comparação é boa, então faça de conta que é verdade), os bonecos, com os quais
eu criava mundos fantásticos e lutas absurdas, pelos mundos pré-cozidos(?!) dos RPGs
de console. O que se tornou obsoleto mesmo foi a minha imaginação, afinal… (talvez
nem tanto, pois ainda desenho no papel… ao menos até ter grana pra comprar uma
mesa digitalizadora.)

Mas a minha intenção com esse post não era escrever minhas memórias,(até porque não
faz muito sentido escrever as memórias de uma vida… aos 18 anos) mas sim
desenvolver a reflexão que eu tive, com o tempo, e me fez mudar a minha forma de
agir (ou ao menos de pensar).

A bagagem toda que eu carregava de nada me serviu, só me atrapalhou a vida.
Carregar comigo passatempos me fizeram perder o tempo que deveria ter usado para me
adaptar. Me adaptar ao mundo fora de casa, onde eu sou o coadjuvante, as vezes o
figurante… onde, ao invés de brincar, eu sou um brinquedo nas mãos dos outros… enfim, basta desse filosofar pseudo-poético barato. O importante, pra acabar com isso logo porque está
tarde (ou cedo?) demais e tenho que dormir, é o ensinamento final:

“A bagagem que se deve carregar é aquela que se acumula com as viagens, a bagagem
emocional, intelectual; a experiência. E (preparem-se para a piadinha infame)essa
bagagem nunca dá excesso de peso no embarque!(eu avisei que era infame…)”

PS: tá,esse final foi forçado e destoou do estilo dos primeiros parágrafos… mas e
daí? eu não tô ganhando pra escrever mesmo…
PS2: bom, a imagem que pensei em colocar inicialmente era de uma sacola de supermercado, mas como não achei em lugar nenhum (no google imagens), coloquei essa foto linda do gameboy… pretexto? eu cito o meu no texto. (malditas rimas acidentais!!!)

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Responses

  1. Caramba #2, realmente gostei do post (tem uns problemas de formatação mas nada fatal). Me lembrou da minha infância, eu tb era uma dessas crianças que quando ia p algum lugar praticamente levava a mudança! ^^ Feliz.
    E levou tb a uma reflexão com o paradigma da bagagem. Ótimo post, agora so falta o outro p ficar kit com a corporação!
    #0

    (Não, eu tb não sei usar a palavra paradigma)

  2. ehhh vou deixar um comentario… adoro ouvir as historias do seu avo… axo q e pq vc quase nunca fala dele… mas enfim eu ainda levo mto coisa na minha mala… alem das roupas tem os brincos, as fotos da kayte, as minhas pantufas de oncinha…

  3. ah.. vc esqueceu de tirar os parenteses……

  4. Olá!
    Desculpa não ter citado a Espanha no meu blog… e para comentar aqui, está jogando muito bem. Depois conversamos sobre isso.
    Gostei do seu post hoje. Não foi nada nostálgico. Isso me lembrou quando eu estava conversando com uma amiga minha sobre as nossas brincadeiras de criança. E depois de ouvirmos realmente e assimilar o que falamos, desatamos a rir, e ver como foi engraçado e que era preciso passar pelas brincadeiras infantis, tão ingênuas… E concluímos algo também: que a brincadeira da criança, reflete a sua personalidade. Depois você me fala o que acha disso.
    É bom refletir sobre algumas coisas da vida. Será que sou uma filósofa também? Acho que eu não tenho muita paciência para isso…
    Te vejo por aí… beijos e boa semana para ti!


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