Publicado por: - TCZ - | domingo, 1 outubro 2006

Lápis de Cor

[Ouvindo… minha mãe lavar a louça… esqueci de jantar!]

Como deve ter dado pra perceber, o blog está a um bom tempo sem atualizações… tenho que admitir que a culpa é minha, já que era a minha vez de postar. Meu motivo pra não postar? é que desligo o cérebro nas férias, pra economizar energia… Enfim, o que importa dizer é que meu post de hoje será um conto. Peço que tenham paciência e tentem ler ao menos o primeiro parágrafo…

“O menino, feliz, abriu avidamente sua caixa de lápis de cor nova. Finalmente havia convencido a sua mãe (fazendo muita manha) a comprar a caixa, que ele já vinha pedindo a muito tempo, toda vez que passavam pela enorme papelaria do shopping. Era dessas com muitas cores, tantas que o garoto nem sabia nomear todas. Foi logo tratando de fazer um desenho pra estreiar os lápis novos. Riscou de azul claro (o mais claro que encontrou) o céu; o telhado da casa logo estava todo pintado de um vermelho vivo, e as paredes, amareladas, pois , pensava, casas eram obviamente amarelas ou rosas, mas como rosa era cor de menina, logo descartou essa opção. Era um desses desenhos infantis comuns: uma casinha pequena, com telhado triangular, num gramado, sob o céu azul. Mas faltava pintar a grama. Faltava o chão.

Ao se deparar com uma imensa variedade (até aqui ele só tivera daquelas caixas com seis cores) de matizes de verde, não conseguia escolher uma, pois queria a cor “certa” do mato. Conseguiria escolher, até, fossem só dois, um claro e outro escuro; mas eram tantos, qual deles era a o certo? O menino tentou visualizar um campo verde, mas não conseguia formar na sua cabeça a imagem de um campo verde; e botou na cabeça que tinha de “pintar direito” a grama. Não conseguia lembrar do que nunca tinha visto; todo chão que vira era o de casa ,estranho, de cor indefinida e sem graça; e o “lá de fora”, cinza calçada ou preto asfalto, que nem pensava em desenhar, porque esse era feio e perigoso (uma vez, quando era um pouco menor e sabia “muito pouca coisa”, tirou sapato no meio da rua, porque fazia muito calor no dia, e logo veio seu pai, com uma expressão assustadora no rosto, gritando “tá maluco, moleque? sem sapato na rua suja?! pode pisar num caco de vidro!”, enquanto o segurava pelo braço, com força.).

Foi bruscamente interrompido em seus pensamentos pela entrada repentina de sua mãe no quarto, que disse, enquanto o abraçava, amável: “que desenho bonito, filho! mas por quê não pintou a grama?” O menino então aproveitou pra perguntá-la qual afinal era a cor da grama; porém antes que pudesse explicar por que não conseguia escolher a cor, sua mãe, enquanto dizia com seu tom sempre gentil, “deixa que a mamãe te ajuda!”, pegou o primeiro lápis verde que viu entre os lápis de cor esparramados no chão e começou a terminar de colorir, ela mesma, o desenho do filho. O garoto, contrariado, falou, encarando a mãe com raiva, que ela estava atrapalhando, e puxou o desenho de sua mão com violência. Foi então que seu pai, que acabara de entrar a procura da mulher e acabou presenciando a cena, imediatamente dirigiu-se ao menino, num tom agressivo, dizendo que (…) ”
[Continua?]

P.S.: Bom, o conto não termina por aí, mas ainda não escrevi o resto. Se alguém gostou e quiser saber como a história termina, deixe um comentário; quem sabe me dá ânimo pra terminar? Bom, é com vocês. (isso é, se ouver mais de um leitor pra esse post) Até a próxima, espero…

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