Publicado por: yumejin | sexta-feira, 10 novembro 2006

Sonhos

Sonhos são, definitivamente, coisas estranhas. É engraçado… eu passei a noite de terça-feira inteira discutindo sobre eles, supondo teorias, algumas incrivelmente fantasiosas, com alguns amigos meus. E hoje eu tenho um sonho no mínimo significativo.

Eu não queria contar o sonho em si. Mas talvez seja interessante contá-lo… Não sei…

Você já sonhou algum sonho em que você não era o personagem principal? Existem aqueles sonhos em que você se vê como outra coisa ou pessoa. Você é a Sharon Stone, você é um gato, você pode voar, etc. Mas não é desses sonhos que eu estou falando.

Eu nunca sonhei um sonho em que eu não era o personagem principal, em que a história não era minha. Até agora. Mas hoje eu tive um sonho estranho. Foi um dos sonhos mais estranhos que eu já tive. Talvez o mais estranho. O conteúdo do sonho em si não era estranho, não. Mas o sonho era.

Bem, eu sonhei comigo e com a minha namorada. A época era algo como festejos de fim de ano na minha cidade, Petrópolis. E o sonho correu como um sonho normal corre. Aconteceram algumas coisas, nada de mais. Nós fomos a uma festa discreta, em algum lugar de festas… uma armação branca no jardim da casa, que era pequeno, com um caminho de pedras retangulares.

Não ficamos muito tempo lá. Fomos andando pelas ruas de Petrópolis, na verdade, uma rua muito bonita, ladeada de árvores muito antigas, e razoavelmente vazia.

Ficamos lá algum tempo. Por fim, o sonho acabou.

E então, aconteceu. De repente, era outro lugar. Uma casa… como se fosse uma sala de aula, com carteiras verdes… era a história de dois homens, duas pessoas que eu não conhecia. Eles faziam parte de algum conjunto de sucesso, ao estilo de U2, mas estavam brigados havia mais de 10 anos.

Um dos homens, o que, digamos, era de alguma forma, o principal naquela hora, era o “certo” na discussão, qualquer que tenha sido, que originou a cisão. O parceiro ex-amigo havia certamente feito algo de errado com ele.

Em seqüência, o principal é o outro. Ele chega na tal casa, que é um cenário onde eles gravam uma espécie de reality show, para encontrar, estupefato, a equipe de produção destruindo tudo e chamando-o para que participasse. Uma voz, cujo dono não era possível distingüir, dizia “Imagine se um dia tudo, na verdade, não fosse o que parecia. A madeira vira papelão e isopor, o vidro, plástico reforçado, cobre vira latão…” Enqüanto alguma pessoa profere essas palavras, o homem resolve a ajudar a destruir a casa.

A parte seguinte é com o primeiro homem. A “câmera” está atrás dele, à medida que chega ao estúdio, para gravar. Surpreso, ele vê tudo distruído e lê, na parede frontal da casa, escrito em tinta vermelha sobre vários papéis amarelos, uma mensagem.

“Eu lembro de quando nós dois éramos jovens estudantes de direito. Chegávamos adiantados para a aula, sozinhos, sentados em caixas de papelão, e, de repente, todas aquelas assumidades de direito estavam ali, para discutir conosco. [Fica implícito, de alguma forma, que o amigo que acabara de chegar no estúdio imaginava que todos os bacharéis de renome estavam lá e passavam o tempo discutindo temas da Lei com os dois garotos.] Depois, quando terminamos a faculdade, eu enviei umas fotos minhas para um conhecido e virei fotógrafo.”

O amigo que estava no estúdio sai pela porta da frente, com lágrimas nos olhos e os dois homens se abraçam.

E acaba a mensagem.

O que há de estranho nisso? Eu não era nenhum dos dois homens, não os conhecia, não fazia a menor idéia de quem eram. Pra falar a verdade, eu nem mais estava naquele sonho. Foi como se o sonho de verdade tivesse acabado e os “produtores” tivessem colocado aquela mensagem, escondida, no final dele, para que eu assistisse.

Eu nunca havia sonhado algo do qual eu nem fazia parte. Eu não podia ver os rostos dos dois homens, mas não era isso que importa. Por quê eu sonhei isso?

Não, não foi um sonho comum. Assim que a mensagem acabou, eu despertei, imediatamente. Foi em uma fração de tempo menor que um piscar de olhos. Aliás, foi como um piscar de olhos, como se estivesse o tempo todo dormindo ou acordado. Não tinha preguiça, confusão mental, lentidão de pensamentos, nada…

Imagine que a cada noite você tem um quota de tempo diferente na Terra dos Sonhos. Na segunda-feira dessa semana foram 6 horas e 43 minutos, a terça foram 3 horas, na quarta foram 8 horas e 32 minutos e assim em diante. Quando é atingido o limite da quota, você é expulso da Terra dos Sonhos para o mundo real, esteja acordado ou dormindo. Acorda logo depois ou continua a dormir, como se estivesse “vendo” um espaço preto entre o final do sonho e a hora de acordar.

Esse sonho também foi diferente nisso. Foi como se a mensagem tivesse sido encaixada, escondida, secreta, no final do sonho, além do tempo regulamentar. Eu ainda estava na Terra dos Sonhos, mas não deveria estar lá. Quando a mensagem acabou, já tendo extrapolado os limites havia algum tempo, fui mandado direto de volta pra cá.

Não sei o que isso significa… mas acho que significa alguma coisa…

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