Publicado por: - TCZ - | segunda-feira, 4 dezembro 2006

Sem post novo meu essa semana

[Ao som de NADA porque o fone, da Varig, quebrou]

Senhoras e senhores, são 03,39 de Domingo de um fim de semana bem desinteressante. Acabo de sair de um trabalhinho muito do pentelho de fauldade para ser entregue daqui a desseseis horas, que não exigiria tanto de mim se não fosse minha crise alérgica e eu ter que dar remédio pro Gato.
Até que o trabalho foi rápido. Ler trinta folhas (virtuais)(Thankz Adobe!) e fazer uma análise sobre o assunto. Utilitarismo. Muito interessante.
Consequência disso é eu dar preferência à minha nota do que ao Blog e passar a utilizar mais acentos graves.
Eu poderia continuar a escrever e postar algo hoje mas eu ainda tenho fé e esperança em cochilar um pouco e enganar a mente p começar a semana hoje mais tarde (que promete ser muito pior que essa que passou)(Ah sim vou bem obrigado) então pensei em nem passar aqui e deixar o post do X mesmo (alias ainda está em aberto o número de atualizações semanais… comentem droga…)
Mas achei sacanagem com o que até agora me propus com essa página. Então para não passar em branco resolvi por aqui não um post, mas sim meu super trabalho tempestade ninja III!
Legal neam? Não? Ah então até semana que vem!

—————————————————————————————

Os dois textos tratam sobre o Utilitarismo: suas origens, principais pensadores e sua utilidade (com o perdão do trocadilho) como teoria moral.
O texto de Rachels inicia com uma perspectiva histórica a respeito do Utilitarismo, ressaltando o contexto histórico que favoreceu seu surgimento e os pensadores iniciais do movimento (Hume, Bentham dentre outros)
Que no dado momento a sociedade européia passava por diversas mudanças de cunho político e social, e necessitava assim de formas novas de pensar o mundo e a moral como um todo. O Utilitarismo aparece como resposta a essas questões. “Os Utilitaristas eram reformadores sociais bem como Filósofos”.
O Utilitarismo consiste principalmente na idéia de que toda ação feita pelas pessoas em geral deve ter como único fim a busca pela felicidade. Assim sendo o Utilitarismo é uma teoria Teleológica.
Rachels segue o seu texto apresentando exemplos no mínimo interessantes de aplicação do Utilitarismo, à citar: eutanasia e uso para com “animais não-humanos”.
Segue-se a isso uma parte dedicada ao debate à respeito do Utilitarismo, sobre seus pontos de discussão principais como a poderação da ação de um utilitarista diante de diversas situações hipotéticas ou não. Se realmente apenas os fins importam ou se há de se levar em consideração algo a mais além da busca incessante pelo bem.Se há de se tratar ou a todos ou a seus desejos igualmente ou se existem circunstâncias atenuantes. Todas as linahs de ataque se baseiam no fato que se um Utilitarista se mantiver fiel ao seu princípio todo o tempo terá que tomar certas atitudes incorretas para o manter (no texto são citados fazer falso testemunho, quebrar uma promessa, dentre outros exemplos)
Mas ao mesmo tempo que aborda os problemas também aborda as linhas de defesa utilitaristas. Essas alegam que exemplos imaginários não valem por apresentarem uma situação hipotética, onde um também hipotético Utilitarista é iserido e avalia-se sua provável ação diante do problema proposto. Mas a vida real, como dizem os defensores, o Utilitarista poria em analise a soma de todos os bens envolvidos e não somente o da situação particular. Generalizaria e não particularizaria sua posição.
Outra linha defensiva é a de que o Utilitarismo não deve ser encarado como linha moral quanto a ações individuais, mas sim quanto a escolha de regras que acordem segundo a teoria. Uma vez que se apela ao princípio Utilitarista para a escolha das regras de cunduta, não se torna mais necessária a avaliação individual das ações envolvidas pois as mesmas seriam regidas pela regra correta anteriormente elegida pelo principio.
Por fim, apresenta uma terceira e mais recente linha de defesa onde Utilitaristas contemporâneos afirmam que as críticas anteriores ao Utilitarismo se baseavam nas discrepâncias entre o mesmo e as noções do senso comum sobre “justiça, direitos individuais e assim por diante”. Bem, se estão fundamentadas sobre estes princípios a critica, segundo os Utilitaristas contemporâneos, cai por terra pois nossos conceitos sobre os referidos termos não necessáriamente estão corretos. ALias, não necessáriamente existem. Então como, segundo eles, não se pode confiar em um senso comum como parâmetro, a crítica fundamentada neste não pode ser levada em consideração.

O outro texto em muito se assemlha com o de Rachels, pouco acrescentando ao conteúdo acima, porém suas ainda que poucas contribuições são merecedoras de menção.
Agora, extendem-se as origens da teoria Utilitarista para além de seu primeiro elaborador na modernidade, Bentham. Alguns princípios do Utilitarismo podem ser encontrados em Aristóteles, que faz menção a principio semelhante em seu Ética à Nicômaco, e Epicuro em suas lições.
O texto também diferencia os diferentes tipos de Utilitarismo. Principiando pelo Hedonista, que prega de forma mais forte a relação entra maior prazer e maior felicidade, aproximando-se assim do Epicurismo e do Princípio na forma que foi enunciado por Bentham. O Hedonista da foco total a presença e classificação do prazer como fim último das ações. O ponto de fraqueza dessa forma de Utilitarismo é que esbarra em certos preceitos éticos quando se guia tão somente pelo desejo do prazer. O modelo utilitarista que se segue, o Utilitarismo Eudaimonista (“do grego eudaimonia: felicidade, bem-estar”) formulado por Mill, refina o Utilitarismo com o acréscimo de tres modificações na teoria anterior: ressalta a importância do caráter e das virtudes, que devem acrescer-se aos prazeres na busca pela felicidade; Introdução de elementos qualitativos sobre a avaliação dos prazeres; E assinala a compatibilidade dos direitos humanos e da justiça com o Utilitarismo.
Além da modificação trazida por Mill, o autor também mostra outros pensadores que algo acrescentaram a teoria Utilitarista. Moore e seu “utilitarismo ideal” que buscaria o fim útlimo, o fim “ideal” que seria um cunjunto de valores intrínsecos no lugar do fim Hedonista. Também apresenta Hare, que une os valores Utilitaristas com um sistema próprio do pensamento de Kant no sentido da satisfação racional das preferências.
O texto segue apontanto as principais carácterísticas do Utilitarismo apontando seus traços básicos e fazendo um cruzamento novamente com o pensamento de Kant. Aspectos como a função maximizadora do Utilitarismo quanto a se fazer sempre o Melhor possível; A tendência que apresenta a ser um sistema ético igualitário, sendo quando da enunciação de Bentham, princípio importante para a formulação da democracia; Sua tentativa de universalização dentre outros.
Após isso, há uma visão sobre a “Utilidade e a justiça”, apresentando os argumentos de Mill em seu terceiro ponto de modificação (previamente abordado) onde tenta associar as idéias e conceitos de Jusitça e Direitos ao Princípio Utilitarista.
Por fim seguido apenas de algumas sugestões de leitura complementar, temos uma apresentação de vantagens e desvantagens da tradição utilitarista. Itens como “simplicidade teórica”, “fácil aplicação” e “consideração do bem-estar” são avaliados jutnamente com outros como a “não apresentação de concepção refinada de valor”, “explicação sobre deveres morais” e “não reconhecimento dos direitos humanos” e daí é apresentada uma conclusão sobre a idéia Utilitarista.

O Utilitarismo tal como se apresenta em Bentham é uma teoria por demais rúsica mas nem por isso menos interessante. Apesar de apresentar alguns pontos falhos no que diz respeito a questões mais refinadas de moral, direitos e justiça, no restante não carece de plausibilidade se revelando uma teoria muito bem composta e interessante. A meu ver, em suas versões mais contemporâneas, a teoria pode sim ser utilizada no contexto mais ideal e até mesmo em situações mais mundanas, pois como enunciaram os antigos, a busca pelo bem é o que nos permeia a nível mais básico. Então seja numa utilização mais ampla ou mais particular, o Utilitarismo e factível e plausível como um todo.

—————————————————————————————–

Sim esse foi o segundo post com mais despropósito que ja houve por aqui. Quem não quiser que não leia também, afinal ja tivemos um texto bom nesse ciclo postico. Postei mesmo mais por desencargo de consciência.
Perdão pelos erros de português no decorrer do texto mas é que ele foi colado diretamente do rascunho do bloco de notas, então contém erros aqui e ali. Não se preocupem, a versão definitiva foi devidamente editada e corrigida no Word. Tres vivas à Microsoft!

E sim, o Predador na pintura modificada no Photoshop (Não, não fui eu quem fiz. Não sei mecher nessas coisas modernas. Se ainda fosse o paint…) não tem NADA a ver com o assunto nem com nada nesse post. Pus apenas pra ficar mais bonitinho.

Até a próxima semana. Sem trabalhos de última hora, sem remédio do Gato (estressa DEMAIS dar remédio pra uma Gata no Cio acreditem…) e sem crise alérgica.

See ya!

Ah e sem fone quebrado também.

[Ouvindo sons claros que demonstram minha condição de saúde para os próximos dias: fungadas e espirros… ¬¬]

Anúncios

Responses

  1. Parabéns pelo seu texto, estou fazendo uma pesquisa sobre o Utilitarismo e aqui consegui realmente sentir na pele o que é entender sobre o assunto, coisa que não consegui nos livros.

    Parabéns mais uma vez.

    Silvio


Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Categorias

%d blogueiros gostam disto: