Publicado por: - TCZ - | domingo, 10 dezembro 2006

"Oposição esclarecida"

[Ouvindo Carolina IV do AngrA, com dois “as” maiúsculos porque é o da época boa, com o Arroz Mattos no vocal… meu fone continua quebrado, mas estou escrevendo numa hora mais decente então dá para ouvir música na caixa de som mesmo]

Sem alergia nem trabalho a fazer! Olá para todos vocês, como vão todos? Espero que bem.
Essa semana o X não postou sabe-se lá porque (eu sei porque, mas falando assim fica mais legal) então apenas o meu post essa semana.
As coisas vão bem, indo como um todo. Começo a perder coisas pela faculdade: Sanidade, forma física, noção de tempo… poisé meus leitores, quando começa a se confundir os fins de semana e definir qual dia foi qual pelas aulas que se tem (e confundindo denovo todo o resto dos mesmos) você sabe que está finalmente entrando no ritmo das aulas.

Legal é quando alguém me pergunta quando vou entrar de férias… adoro ver as caras de espanto quando eu respondo: JULHO.

Whatever, agente se fode mas (não) se diverte.
Melhor que ficar parado de greve ^^’

* * *


Bem, devido a distância da minha casa até minha faculdade (e também a inexistência de faculdade pública na cidade) sou obrigado por assim dizer a semi-imigrar de cidade durante a semana. De segunda a sexta moro na faculdade praticamente e nos fins de semana venho até minha cidade cuidar de meus afazeres (como atualizar o Troubleshooter!)
Acabo por chamar o lugar onde fico de “dormitório” ou “alojamento” (nos dias de mal-humor chamo de “Gulag”)(Não sabe o que é? Procure na Wikipedia) porque acho que ainda está muito longe de ser uma casa. É um bom lugar, dentro do que necessito, algumas restrições mas nada de mais, nada que atrapalhe. Lá também moram mais oito caras (dois por quarto), afinal é um alojamento masculino. Todos estudantes que precisam dum lugar perto para ficar durante a semana.
Pois bem, existe la uma sala comum com uma Tv, que também serve de refeitório e sala de estar, onde enquanto se janta/lancha e assiste Tv pode-se conversar e relaxar um pouco. Ou não. Lá se desenrola nossa historieta.

Tudo começou num dia muito comum que, chegando da faculdade cansado como sempre, resolvi parar para comer biscoito, assistir Tv e reidratar com galões de água (Lugar quente, precisam ver…). Uns camaradas chegaram e passamos a conversar, o assunto da vez era a situação política e nesses casos eu prefiro me abster devido as minhas visões um tanto quanto pouco ortodoxas sobre o assunto (pouco ortodoxas para debatentes comuns claro)(Ou não) Então começou, como é de costume entre jovens “não-alienados”, o ataque as condições do país. Que tudo está uma merda, que o país não vai pra frente, que é tudo corrupção… depois vem as comparações com outros paises: que o Japão/EUA/Pais nórdico qualquer é muito melhor que aqui etc… ai eu não resisti e me lancei numa coisa que prometi a mim mesmo nunca fazer a não ser em caso de extrema necessidade (que não era a situação): DISCUTIR

Grande erro. Nunca se discute com quem não ouve. O ruim é que NINGUÉM ouve quase.

Dois contra um. Meus argumentos eram muito mais fortes, mas sofisma sobre sofisma (Wikipedia denovo) contra meus argumentos… e a discussão foi desviando etc etc etc… bem a discussão em si não é o mérito da questão. O foco é outro.

RECLAMAR É MODA. Se posicionar diante das coisas desse modo parece que para as pessoas significa que elas entendem do problema.

Sei lá, acho burrice das pessoas isso. Para dizer que “tem uma opinião” decidem se opor burramente a todo o resto. Como se concordar fosse ceder ou coisa do tipo. Não sei se é auto-afirmação, medo de parecer “povo” não sei, mas é um padrão.
Esquecem das coisas boas e so lembram dos erros, quando o importante na verdade não é saber de quem é a culpa mas resolver o problema. Reclamam muitas vezes de erros que eles mesmos direta ou indiretamente causaram. E daí que pais Y cresce mais que o nosso? Eu prefiro que quem não tem, tenha o que comer do que ver uma porcentagem escrota que não chega as mãos do povo e fica retida nos altos-escalões.
Eu sigo por outra linha, sei reconhecer as coisas que vão bem e as que não vão. Sei reconhecer que a vinte anos atrás era muito pior que agora. Acabamos de sair duma ditadura militar, depois de um regime neo-liberal… há de se ter mérito nisso. As coisas sempre se encaminham para um lugar melhor, porém lentamente. O defeito do queixoso é querer ver a mudança de um dia pro outro.
Revolucionários, opositores de todos os lugares e crenças tem isso em comum… querem operar uma mudança instantânea. Querem ver a mudança antes de morrer, se der antes da novela das oito. Não é bem assim, as coisas grandes demoram p se mover… anos talvez séculos!
Claro que não estou pregando o conformismo, mas sim a “oposição esclarecida“.

Antes de reclamar tente fazer várias coisas: tente ver pelos olhos do lado a que você está se opondo, olhe a conuntura histórica, pese as difculdades… aposto que o impeto desmedido diminui num instante.

Bem eu aprendi minha lição nesse problema todo: JAMAIS discutir denovo coisas que não valem a pena/com pessoas que não valem a pena. Falei.

* * *

Bem meu povo foi isso ai… meio desconexo o post, mas acho que deu pra pegar a idéia não?
Me despeço aqui com a promessa de dias mais loucos, com um número zero cada vez mais kapput, cada vez mais insano e esgotado.
Divertido não? ^^()
Ah, e boas férias para os afortunados que entram de férias, e boas vindas àqueles que regressam as suas cidades para as festas. Eu ainda tenho que esperar um pouquinho…

No mais é isso, see ya!

[Forever Unbound – Cellador. Banda nova de Extreme Power Metal, um pouco comparada com o Dragonforce, mas com muita técnica e personalidade própria. O baterista deve ter um pacto com o demonio.]

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