Publicado por: - TCZ - | domingo, 7 janeiro 2007

"Auto-caridade"

[Ouvindo Plague Overload – Twilightning, muito bom. Uma banda finlandesa acho, beeeeeeeem desconhecida para a maioria das pessoas. Vale a pena conhecer. Power Metal. E eu ADORO esse nome… puta nome foda de banda não acham?]

Saudações Joviais cidadãos! (Direto de “O Demolidor” do Stallone) Como vão todos vocês? Ainda se lembram de suas resoluções de fim/início de ano? Que bom. (O “Que bom” serve para ambas as alternativas, sim ou não)

Bem por aqui no meu front de batalha pessoal tudo vai bem, alguns problemas aqui e ali mas isso agente tira de letra. Problemas servem para alavancar as pessoas. Para onde, lugares melhores ou piores, elas decidem.

Amanhã volto ao meu cotidiano, ao meu trabalho de sempre. O que é diferente dessa vez é que só vem a minha mente o lado bom disso, não estou mais ligando de estar atarefado ou enrolado. (E falta de problemas não é… o vidinha!)
No mais as coisas continuam as mesmas. Bem vamos ao post, vejo-os no posfácio.

* * *

Por esses dias, vendo o “Fantástico” (que faz um tempo já, não é TÃO fantástico assim), assisti a uma matéria que dizia da condição do cérebro das pessoas quando agiam de forma caridosa, se doando e fazendo ações de benfeitoria, o cérebro ativava certo pedaço de si que liberava dopamina uma substância que é desconhecida de nome, mas que é a responsável pelos seres humanos gostarem tanto de sexo, ela que é responsável pelo prazer.

Tá, legal. Então quer dizer que quando fazemos caridade nos sentimos bem com uma sensação similar a de atividades reconhecidamente prazerosas… legal. Mas isso mostra algumas coisinhas que a matéria não aborda.

Bem em primeiro lugar eu poderia citar que estando no “Fantástico”, esse fato tem que ser, por definição, também fantástico. Pelo menos ser interessante o suficiente para merecer dinheiro e espaço no horário nobre de Domingo. Mas porque é tão interessante? Afinal todos nós como bons cristãos ocidentais, praticamos ativamente a caridade… ou não?

Imagine uma pesquisa, realizada por um país mais desenvolvido e com mais recursos que os demais, provando que durante o ato sexual, é produzida a tal Dopamina, por isso nós sentimos prazer. A informação nova, seria o nome do hormônio em questão porque todo mundo sabe (se não sabe é muito inocente ou muito estranho ou ambos) que sexo é bom. O mesmo vale para outras atividades prazerosas.

Mas nessa notícia, o foco de novidade está no fato de caridade ser uma coisa que dá prazer! Esse e o segundo ponto. Olha só senão vejamos… precisa duma PESQUISA p comprovar isso! Que interessante… eu pensei que era uma coisa que todo mundo soubesse. Mas parece que é fonte de espanto descobrir que PERDER coisas (tempo, dinheiro…) pode ser bom!

Então até agora descobrimos duas coisas: que as pessoas não estão acostumadas com o ato nobre da caridade, e que por isso não sabem se é bom ou não.

Ai então vamos ao terceiro ponto mais assutador, a pesquisa diz então que é bom “cometer” atos de caridade pois afinal eles são prazeirosos como o sexo (sim, a comparação fica bem explícita). Isso mostra uma coisa bem interessante. Antes nós agiamos de modo desprendido tendo em vista obrigações e sensos morais, mas agora podemos partir da busca incessante por prazer! Não é genial? Transferiram o bem da ação daquele em que agimos para nós mesmos. Antes disso, nós agiamos caridosamente poque era certo e pelo prazer de ajudar ao próximo, agora podemos deixar de lado essa coisa toda cansativa e agir desse modo simplesmente porque é bom! Porque dá prazer!

Em vez de caridade ao próximo, fazemos caridade a nós mesmos, auto-caridade… muito bom!

Transferiram o autruísmo para a esfera do egoísmo.

A pesquisa, é claro, é norte-americana

Pretty cool

* * *

Bem, esse post fluiu, acho que devo tê-lo composto em menos de dez minutos! Mas é porque a idéia já se desenvolve faz tempo, na verdade desdo dia da matéria lá (que vocês podem conferir aqui) E também, essa linha de pensamento é o meu comum. Meu sistema pessoal se preferirem ^^

E achei que o post ia ficar pequeno demais (apesar de ter conteúdo) e ficou, mas ao invés de encher lingüiça como havia pensado préviamente, preferi inserir os velhos espaços entre-parágrafos. Deu certo! o/

No mais pessoas, comentem e até semana que vem que vem, porque esse domingo é muito provável que não poste. A não ser em caso de urgência (leia-se: caso o X não volte a tempo para onde ele foi)

Boa semana a todos

See ya!

Ps.: gostaram da imagem de hoje? Sim, é a dupla do “Pulp Fiction” ^^ Fucking cool man…

[Ouvindo Erotomania – Dream Theater. O engraçado dessa música é que ela é instrumental, e quando eu me reunia com uns amigos para conversar sobre música volta e meia a cantávamos! Sim, na base do “nã-nã-nã” hauahauahauah… e o mais interessante: CONCORDÁVAMOS nas onomatopéias e na ordem etc… afinal, tinhamos que cantar com a “letra” certa]

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Responses

  1. Fala Tarcizo!

    Como vais?

    Deve fazer cerca de um ano que você me falou do seu blog. Já havia lido algumas postagens, mas este é meu primeiro comentário.

    A constatação da pesquisa é muito interessante, pois sustenta em base bioquímicas a noção de que não há altruísmo puro, que todo altruísmo tem um pano de fundo egoísta. Isto bate de frente com a visão divinizada do altruísmo e a visão demonizada do egoísmo que muitas religiões e muitas pessoas têm. Altruísmo e egoísmo se tornariam, pelo contrário, duas manifestações intrinsecamente ligadas.

    Abraços.


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