Publicado por: - TCZ - | quarta-feira, 28 fevereiro 2007

"Faze o que tu queres"

[Somewhere Out In Space – Gamma Ray. É velho mas é bom… e eu quero ser um pouquinho do Kai Hansen ^^]

E como vão todos vocês, fiel e respeitável público do Shooter? Espero que bem, pois por aqui no Front tudo certo.

As coisas vão indo como deveriam ir para um feliz e merecido período de férias, muito embora meu vício terminal por atividade me consuma e me obrigue a fazer coisas idiotas como sair de casa só para passear pelas mesmas ruas que já decorei com a desculpa de “ouvir música” (“sim porque o som nos fones fica muito diferente sabia?”)(Aham sou um viciado em música que não sabe tocar nada nem cantar)

O post dessa Quarta vai ser meio diferente. Por vezes eu digo aqui que as musas me abandonam quando eu mais preciso delas, que acabo por ter que parir um post sem nenhum amparo… dessa vez pelo menos foi bem diferente. Dessa vez as musas me mandaram uma fada… daí veio a idéia para esse post. Vejamos se dá certo.

Vejo-os no posfácio

***

Certas vezes durante nossa vida nos voltamos em direção ao caminho traçado, ou somos obrigados a isso, e contemplamos nossos trabalhos e atos. Às vezes o que fica da visão passa de uma simples apreensão do panorama, às vezes a visão vem acompanhada de juízos sobre o que foi ou deixou de ter sido. Isso é algo normal, todos pensamos vez ou outra em algo assim.

Mas decerto isso é doloroso temos que concordar. Sim pois nada atordoa mais a criatura humana que a análise de sua Potência, da visão de suas possibilidades. A vida é pontilhada de escolhas, de possibilidades, de “poderia ter sido”. De caminhos e mais caminhos intermináveis onde somos os únicos capazes de decidir por onde andaremos. Simples e ao mesmo tempo complicado.

Até onde uma simples escolha pode ser mesmo simples? Quando pode se tornar um fardo? E o mais interessante… o que limita a escolha?

Dizemos que a escolha é simples pois o ato de escolher, falando em termos mais simplórios, é um simples ato de pensamento, mais veloz que a luz. Não existe um “antes” no pensar, apenas um depois. Decidir por algo, não leva tempo algum, está num instante antes de qualquer instante. Sim, pensar simplesmente é fácil. Difíceis são as conseqüências do pensar.

O fardo de nossa vontade está em dois pontos: no que efetivamente foi, e no que “poderia ter sido”. O que foi é a parcela fácil de se computar pois é resultado direto do ato desencadeado pela vontade, ele é mais fácil de avaliar e mais fácil de aceitar, uma vez que palavras e atos jamais voltam. O “poderia ter sido” (que chamei e chamarei de “Potência”daqui por diante por pura preguiça) é mais doloroso, pois apesar de nunca ter acontecido PODERIA ter acontecido. Se não aconteceu foi por culpa única e exclusivamente do sujeito pensante, do Sujeito Potente. Daí sua dor redobrada… contemplar possibilidades perdidas é pior que consqüências ruins pela consciência da falha e do destino arruinado.

Mas existe mais um detalhe que pode tornar a dor da escolha mais e mais dolorosa… a real limitação da Potência. Nesses momentos de contemplação e de angústia, usamos um gatilho mental que desarma parte da nossa irremediável culpa nos fazendo crer que algumas das esolhas eram limitadas por fatores externos. Destino, causas naturais, outras pessoas… todos são amenizadores, pois tiram a responsabilidade de nossos atos e transferem para coisas externas a nós, agentes. Mas aí está o ardil que torna tudo muito pior… o limite de nossa Potência é nossa própria vontade. Nós somos os nossos próprios algozes, nossos Júri e Juiz, captor e executor.

Quando escolhemos por um caminho e nos limitamos a um fator externo, na verdade nos limitamos a própria escolha. A Potência permanece inalterada, SEMPRE há uma escolha. Apenas escolhemos (mesmo inconscientemente) o outro caminho, seja por ser mais fácil ou mais suave.
Assim, mais uma vez somos castigados por nós mesmos, pois até mesmo quando a Potência é falsamente limitada por algo como uma Lei, essa Lei foi criada por nós, partiu duma deliberação comum, como outra qualquer.

Assim somos todos criaturas amaldiçoadas. Irremediávelmente amaldiçoadas.

Somos as únicas criaturas com consciência da escolha
Somos livres demais, podemos fazer tudo aquilo que queremos mas nos negamos a isso. Talvez falta de força de vontade, talvez queiramos nos limitar, precisemos disso.

Talvez fosse melhor ser como um cão, que não sabe se escolheu bem ou mal quando decidiu fugir pela porta entreaberta.

***

Que acharam? Eu digo o que achei nos comments, TALVEZ. Escolhas, sempre elas!

No final vou me despedindo por aqui. O dia foi bem cheio, com encontros aleatórios (ou não tão aleatórios assim), pesquisas sem resultado e longas caminhadas. Pela primeira vez em muito tempo consigo ficar cansado para dormir num horário decente! o/

Um até semana que vem para quem fica, e não se esqueçam do post do X na sexta e do post do -2 na segunda! Até Quarta!

See ya

[The Pharaoh – Edguy. AINDA PREFIRO AVANTASIA! (Mas isso é mto bom tb :P)]

Ps.: desculpem postar isso na Quinta quase, mas o dia foi cheio. Semana que vem posto na terça de madrugada!

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