Publicado por: - TCZ - | quarta-feira, 21 março 2007

Crítica a Humildade/Apologia à Arrogância

[Jenny Was A Friend Of Mine – The Killers. Apesar de todo o Metal que aparece por aqui, sim eu ouço coisas diferentes do meu habitual e gosto muito alias. O texto que se segue foi todo escrito ao som dessa banda, só que com o Cd novo, “Sam’s Town”]

E como vão todos vocês? Aqui tudo indo e se encaminhando para uma nova guerra. Sim senhores, minhas férias chegam cada vez mais próximas de seu fim e acredito sinceramente que nem perceberei o final das mesmas. Espero anciosamente por um pouco de TRABALHO!

No mais tudo na mesma monotonia salutar de sempre.

O Texto de hoje é longo, mas acho que é muito interessante e surgiu de uma conversa com uma amiga muito querida por mim. Realmente serve como um manifesto e um desabafo. No mais se não servir tanto para vocês, tomem-no pela paixão com que foi escrito e pela vida que apresenta :P

Vejo-os no Posfácio

* * *

 

Senhores do Júri me vejo aqui acusado do terrível crime perante os olhos da sociedade que é a Arrogância. Peço que ouçam minha singela defesa e depois julguem por si mesmos se mereço ou não a punição que me é predestinada

Uma vez aqui mesmo diante de muitos dos presentes, já havia dito que quando alguém me chama de arrogante eu sempre tomo como um elogio. Os que me conhecem fora deste tribunal, em circunstâncias da vida cotidiana sabem muito bem (ou pelo menos fazem idéia) do porque eu tomaria uma coisa aparentemente pejorativa como algo bom e positivo. Bem, para aqueles que não fazem idéia (ou para os que fazem e adorariam ouvir-me formalmente a esse respeito) decidi por fim dizer algumas palavras a todos os presentes.

Geralmente quando alguém me acusa de arrogante (digo geralmente mas não posso imaginar isso de outro modo) deve-se a alguma atitude especial minha que o levou a isso, que o ofendeu ou contrariou a tal ponto que ele, o ouvinte, precisou tentar me atingir de volta me chamando de “arrogante”. Mas porque isso de fato é uma coisa boa de se ouvir na minha opinião?

Se eu disse, e se ofendeu intelectualmente, eu por definição devo estar certo ou pelo menos estar num patamar intelectual superior ao ofendido. Sim porque entre pessoas inteligentes raramente você ouve o adjetivo Arrogância. Arrogante é o inteligente e sagaz diante do parvo ignorante. Pois bem prossigamos.

Dizem também que devo ser mais “humilde”, como se ser “humilde” fosse o certo. Me digam uma coisa do fundo de seus sensos comuns: o que é mais válido, ser você mesmo ou se adequar as regras ditadas por outros?

Eu digo que a primeira alternativa me parece muito mais interessante que a outra. As pessoas deviam abraçar quem são de verdade pois esse ser aprisionado e rejeitado, o seu “Eu” verdadeiro, é o pior algoz que jamais imaginaram ter em seus calcanhares. Ninguém pode fugir de quem se é, então é preciso saber realmente quem se é e aceitar por pior que possa parecer o que não pode ser mudado e mudar efetivamente aquilo que é mutável e não desejado.

Então até aqui estabelecemos que ser você mesmo é preferível ao ponto de vista do indivíduo a ser influenciado por outras pessoas correto? Pois bem, partindo dessa comparação deduzo que ser “humilde” como queriam é errado e anti-natural na medida que renega quem sou de verdade.

Arrogância e Humildade são categorias de posturas, mas não as posturas em si. Quando alguém e taxado de arrogante na verdade tem taxado o seu comportamento, não o seu ser intrínseco. Então não existe alguém arrogante ou humilde. Portanto ser “Mais humilde” estaria irremediavelmente errado.

Prossigamos.

Mesmo o comportamento arrogante, quando assim apresentado ocorrer, deve-se lembrar que ele é produzido por quem realmente somos e não por qualquer outra pessoa, então, sabemos que por mais horrível e cruel que possamos ter sido em nosso comportamento, fomos NÓS efetivamente que desse modo agimos. Portanto tentar fazer de outro modo é errado pois vai contra a nossa natureza prima.

Mas ainda podemos tirar mais uma conclusão dessa questão.

Quando alguém acusa outro de arrogância e sugere que a pessoa seja mais humilde, pressupõe-se que essa pessoa, seja também humilde, senão não poderia absolutamente apontar um erro de que compartilhasse. Quem não contempla a luz não pode divisar a escuridão.

Mas quando sugere essa dita humildade, o acusador esta automaticamente se pondo na condição de humilde, na condição superior. Pois se a humildade fosse realmente inferior a arrogância não estaria certa e a outra errada, muito pelo contrário. Então assim sendo quando acusa outro de arrogância e ordena à humildade, o humilde está se pondo em posição superior enquanto rebaixa o outro a posição inferior sem nem mesmo pensar no quanto isso pode ser impensado e preconceituoso. Não leva em consideração nada mais que simplesmente o que acha, o que errôneamente julga estar certo ou errado.

Quando algum humilde age dessa maneira está julgando e condenando outra pessoa apenas por apresentar um comportamento diferente. Julga também e condena o comportamento. E além disso tudo, ainda se põe e a sua forma de pensar no topo, como certas e desejáveis. Como virtudes diante de pecados… tudo baseado simplesmente em opiniões e orgulho… ora ora…

Parece-me que a humildade é um pouco arrogante!

Sinceramente senhores, se por acaso ser humilde é ser tão falso a ponto de negar o que se é, e quando se assume a postura dita humilde ainda por cima assume de forma torpe e falha, se aproximando do seu oposto mais do que o próprio oposto, eu prefiro ser arrogante como sempre fui, ser invejado pelos raciocínios dantescos e pela conduta autentica e despojada de influencia externa, ser original e fiel a si mesmo, coerente consigo mesmo e com as próprias idéias e até mesmo com o rótulo que lhe impõem.

Porque quando se é arrogante, se é arrogante porque outro assim acha, o arrogante nada faz, continua sendo ele mesmo. Enquanto que o humilde para assim ser depende de outros, do julgamento alheio , do ‘parâmetro oficial’ de humildade. O arrogante pode desfrutar de todo o seu ser, enquanto o humilde tem que desdobrar para ser o que não se é.

Pela coerência comigo mesmo, paz de espírito e auto-satisfação senhores, declaro que sou réu confesso do crime da auto-afirmação e aceitação que dão o nome de arrogância.

Levem-me desde já para o cadafalso!”

 

* * *

E esse foi o meu post de hoje. Gostaram, odiaram? Mostrem-me nos comentários! Parabenizem-me ou dêem-me uma lição! (existe essa forma verbal? Nem sei ^^)

Despeço-me de vocês por falta de ter o que dizer. Tudo ja foi dito acima e tudo o que poderia acrescentar seria apenas uma repetição de outras despedidas ^^

Mas não posso ir sem agradecer a amiga Cissa, que provavelmente conseguiu me transmitir um pouco da sua inspiração no dia de hoje e me obrigou a me auto-obrigar a escrever esse texto em poucos minutos. Somos uma bela dupla de arrogantes dona Cissa!

Para vocês, fiéis leitores, um até logo.
Não esqueçam de na sexta voltarem para ler o post do X e na segunda para ler o do -2 (que promete postar na próxima vez). E quando for de novo quarta feira, venham me prestigiar que estarei pronto a receber seus elogios ou criticas e entretê-los nem que seja um pouco

Ah e claro, no sábado passem no Oroborosai, eu #0 recomendo fortemente

See ya

[Somebody Told Me – The Killers “Cuz somebody told me, you have a boyfriend who’s look like a girlfirend…”]

Ps.: Yumejin-kun, quando ler isso, corrija meus erros ortográficos sim? Me esforcei para que não houvesse nenhum hoje.

 

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