Publicado por: - TCZ - | quinta-feira, 29 março 2007

Paradoxo da Bifurcação

[The Shadow Hunter – Angra. Essa letra realmente me fez pensar. Eu leria se fosse vocês]

E como vão toooooooooodos vocês? Eu vou esplêndidamente bem: aulas começando, dores musculares, garganta inflamada… e por mais incrível que pareça isso NÃO foi irônico! ^^
E por mais incrível que pareça (denovo): ANCIOSO pelo próximo feriado! HAUAHAUAH

Coisas bipolares (muito embora bipolaridade não seja nada disso)

O post de hoje é uma idéia muito velha minha, dos tempos de moleque mesmo. Alguns amigos conhecem muito bem, outros não (e alguns já se cansaram dela, não é mesmo -2?) Leiam e comentem, acho que hoje está bom!

No mais, vejo-os no posfácio.

* * *

“Bem aventurados são aqueles que agem bem, pois deles e o reino dos céus.”

A citação pode estar errada mas certamente existe e você já ouviram coisa semelhante por ai. Deus recompensa àqueles que são bons com o bilhete de entrada no reino dos céus enquanto os maus vão ou para o purgatório ou para o inferno dependendo da grandeza de suas faltas. Claro que estou falando isso a grosso modo, com certeza algum católico dirá alguma coisa a respeito etc, mas bem, esse definitivamente não é um post católico, então para esse leitor eu peço que acompanhe o raciocínio e só depois faça seu juízo.

Pois bem, como ia dizendo, seja no momento de sua morte ou seja no momento que o próprio Deus encarnado, Cristo, voltar a esta terra, todos teremos nosso derradeiro julgamento onde todos nos confrontaremos com nossas faltas e se essas forem demasiado graves estaremos eternamente condenados a danação eterna. Mas porque isso?

Será que o malvado coitado, não teve escolha e simplesmente nasceu mal? Então não seria injusto condenar alguém simplesmente por ter nascido daquela forma. Essa condição não poderia então ser vista simplesmente como uma deficiência mental? O pobre paciente maligno não deveria ao invés de ser condenado, ser acolhido com todo o amor que só nós cristãos sabemos destinar aos diferentes de nós? (assim como com os nativos americanos, com os Judeus, com as mulheres etc?)

Mas badabim! (como diria Hades.)(Não entenderam? SEM INFÂNCIA!) Eis que surge um Deus ex Machina muito eficiente do catolicismo! O LIVRE ARBÍTRIO.

Deus não está recompensando àqueles que agem bem simplesmente porque agem bem, mas porque assim escolheram! Sim porque o outro caminho também estava à frente dos justos na hora da escolha, mas estes preferiram seguir pelo caminha da retidão. O mesmo valeria para os maus. No fim tudo vira uma simples questão a respeito de escolhas, saber escolher é a nossa virtude moral mais apurada. Porque escolhemos? Talvez pela punição caso erremos o caminho (se perder ou então chegar a algum lugar horrível), talvez não, mas certamente o primeiro a escolher numa hipotética “escolha de natureza” não tinha essa parâmetro. Escolheu porque achou ser o bem e acabou.

Mas o que é o bem? Alguém saberia me dizer numa só frase? Sim, porque assim como qualquer uma dessas baboseiras subjetivas (amor, oódio, alegria, tristeza…) a definição mais parece um tratado que uma definição. Uma definição tem que vir sucinta, se você fala demais então não deve saber do que está falando.

Uma vez perguntei a um padre (na verdade não perguntei, ele me disse porque quis) e ele disse assim: “Bem é ausência de mal”. Olha que falacioso, porque acaba dependendo da definição de mal que é mais um desses conceitozinhos chatos. Mas deixemos assim, então Mal é “A ausência de bem”, o que afinal servirá na minha argumentação.

Realmente esses conceitos de limiar, àqueles que terminam onde o outro começa, dependem da existência um do outro para existir e manter seu sentido. Em outras palavras, você não pode ter em mente a idéia de doce se nunca provou o salgado. Assim é com bem e mal, voce apenas tem convencionado um porque existe o outro para se confrontar e tirar uma conclusão.

Ok então, agora finalmente sabemos daonde veio o mal. Simples, quando o primeiro mocinho agiu bem como deveria ser, criou o primeiro vilão. Sim pois quando se convencionou o que era bom e mal, os atos ja haviam sido realizados, apenas foi uma questão de dar nomes. O ato bom ja tinha sido feito e o que era oposto virou mal. Assim senhores temos um aparente paradoxo aqui notaram?

Quando o mocinho age bem como é de sua natureza, escolhe o caminho da luz e por isso se salva, o mal, apenas por escolher o outro caminho se condena. (Deus continua idôneo. Ele não condenou ninguém, o mal que foi la sozinho)
Então podemos tranqüilamente dizer que o bem condenou o mal, pois se ao invés de ter seguido pelo caminho da luz, ao invés de ter escolhido um dos dois caminhos tivesse ou se recusado ou então ido pelo caminho do meio não teria criado um antagonista.
Então quando o justo age de forma correta visando a salvação de sua alma, ele condena seu irmão numa atitude egoísta ao inferno.

Logo agir bem é agir mal.

Não sei quanto a vocês, mas entre preto e branco eu sou por excelência cinza!
E tenho dito.

* * *

Bem comentem sim?

Antes que digam, eu questiono instituições não a fé. Quem me conhece sabe que existem poucas pessoas tão crentes em algo superior quanto eu. Pois bem.

Só isso mesmo, não quero que confundam minhas motivações com essa em particular. Quero que confundam, e muito, mas não com isso okay?

Até semana que vem. Nesse meio tempo vocês tem um dever moral (^^’) de passar aqui duas vezes e no Oroborosai uma.

See ya

[No Pain for the Dead – Angra. Sim, ainda fico cantando as partes da Sabrine…]

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