Publicado por: - TCZ - | domingo, 6 maio 2007

Noir – Part II

[On Winds of Death We Ride – Kiuas. Realmente acho que deveria ter vindo Finlandês nessa vida]Mais uma semana mais um dia, menos uma semana menos um dia.
Todos bem? Percebi que isso aqui fica repetitivo de vez em quando, tentarei mudar mais constantemente!

Amanhã a semana volta, dessa vez com todos os dias. Isso é bom porque mantém o ritmo. Ruim porque tenho menos tempo para aproveitar minha casa sabe. Whatever.

A semana foi boa e o fim de semana depois das três da manhã de sábado foi bom também.

Que venha a batalha!

* * *

“Então ele me olhava ali, parado, estático, como se nunca tivesse me visto antes, mas eu sabia que já o havia visto muitas vezes, muitas.

Ele olhava como se de certa forma me conhecesse, mas parece que não via ninguém, nenhuma outra pessoa… mas eu sou outra pessoa será que ele não vê?

Tem um olhar complacente, como se me conhecesse muito bem, tão bem que tivesse um sentimento familiar, como se soubesse de todos os meus segredos.

Maldito seja!

Porque me olha como se soubesse quem sou? Porque olha como se fosse o dono das verdades acerca de mim? Reprovando o que faço? Ele parece saber das vítimas, das ovelhas, das presas que me alimentam. Parece saber de tudo e de mais um pouco, sabe mais até do que eu sei…

Por saber isso tudo ele acha que me controla, acha que sabe tudo o que precisa saber, acha que é esperto.

Mal sabe ele, mal sabe ele que não sabe na verdade nada. Acha que sabe quando na verdade não tem a mínima idéia do que realmente acontece.

Não sabe das meninas nos becos, dos jovens senhores em seus carros, não sabe dos doentes nos hospitais nem dos sacerdotes nas igrejas.

Não sabe das verdades do sangue que escrevo em páginas de pele seca.

Não sabe dos contos sombrios que componho de tempos em tempos quando a noite cai.

Essa cara ridícula, risível, pecaminosa que condena mas ao mesmo tempo é culpada.

Cara que reconheço sem reconhecer, que não sei quem é mas ao mesmo tempo sei muito bem do que se trata.

Rosto nojento, marcado por horas esquecidas e momentos perdidos…

Realmente odeio olhar no espelho…”

—————————– || –—————————–

As duas semanas seguintes a misteriosa entrega de minha mais nova missão tinham sido cansativas. Aquela minha calmaria inimiga da prosperidade tinha terminado. A preparação para o trabalho sempre me entedia ao mesmo tempo que me anima. Mas dessa vez haviam me entregue um novo tipo de trabalho.

Meu empregador de letra tão familiar queria a cabeça de uma pessoa. Isso é comum as vezes, pessoas querem pessoas e nunca sabem como farão isso. Aí que eu entro, entrego a lebre devidamente laçada, pronta para o caçador. Geralmente são maridos traídos procurando suas fiéis esposas, empresários respeitávies procurando informações de seus concorrentes… dessa vez era diferente.

Queriam que laçasse um predador, um assassino. Holy City naqueles anos tinha presenciado uma nova onda de crimes, um novo homem na cidade estava matando pessoas, um assassino serial desses que se vê comumente.

A Polícia há muito estava acovardada diante da criminalidade de Holy City. Todos sabiam que a cidade era território de ninguém, um lugar sem lei onde cada um cuida de duas pessoas apenas, de e de sua próxima vítima. A sobrevivência pulsava na cidade daonde ninguém podia escapar. Para os noticiários Holy City era uma bela cidade em crescimento, como a sua vizinha Arkham. Para os moradores, era uma prisão implacável, um martírio infligido pelos fundadores ao futuro, castigando quem quer que se fixasse ali, como uma maldição.

Mas o que eu sabia? Sou apenas um empregado comum, contatam-me e eu realizo o serviço da melhor forma que puder.

E não seria diferente, não importa quão monstruosa minha lebre possa ser. Mesmo que fosse assustadora. Não é errado sentir medo quando o alvo era um homem daqueles.

Definitivamente era diferente.

Escolhia vítimas diversas e métodos diversos, não tinha um método indentificável. Talvez o método fosse a falta de método. Era cruel e maligno, não era um desequilibrado mas sim um maldito artista. Desses malditos que acham que fazem obras de arte.

Ele era um desses.

A cidade havia se enganado mais uma vez.

E agora eu era o seu maior crítico, seu melhor amigo. Me tornaria o assassino para capturá-lo. Seria imundo, sujo e repugnante.

Mas tudo bem, tudo pelo dinheiro.

Moralismo não paga contas nem nunca pagou.

(caso perguntem, o número de cofre me levou a uma caixa de segurança no banco de Holy City, com uma cláusula de liberação para o beneficiário, no caso eu: apenas seria aberta Após a notícia na Tribuna de Holy City da captura do Assassino. Sem dono nem cliente depositário. Ok, nunca é fácil mesmo, se fosse seria estranho.)

* * *

Mas hein

Senhores leitores, fico feliz em dizer que concordaram em continuar com a novela. Até onde desse.

Claro que não irei ceder lugar no Shooter toda semana para que a “Noir” se desenvolva mas um capítulo novo aparecerá aqui vez por outra não se preocupem.

No mais amigos até uma próxima. Esperem uma atualização do -2 nessa semana ainda.

Domingo que vem eu volto tentando trazer algo meu. Se tiver capítulo três talvez poste ambos dependendo do tamanho não sei ainda.

No mais

See ya

Ps.: eu não queria morar em Holy City…

[Fury of the StormDragonforce. Requisitos para se tocar essa música: 1 – Vencer o Flash numa disputa de agilidade; 2 – Achar o bater de asas de um beija-flor lento; 3 – Ter um pacto com o Demônio]

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