Publicado por: - TCZ - | domingo, 13 maio 2007

Noir – Part III

[Constant Motion – Dream Theater. Sim senhores, vazou na Internet o Cd novo do DT, “Systematic Chaos” e eu já o baixei. Bem, parece que terei que ouvir muitas vezes para gostar… pois até agora não me cativou]

Sabem àqueles dias em que tudo de interessante acontece seguidamente?

Quando tudo acontece junto e você fica se sentindo o máximo? Onde tudo dá certo/Onde só coisas legais acontecem?

Eu estou num desses períodos. Posso dizer que de Quinta-feira até hoje, Domingo, a frenese esteve comigo mas não me dominou. Estou realmente satisfeito com as coisas do modo como vem acontecendo. O que de certa forma me assusta (porque sempre seguido a um período de muitos acertos vem um período de muitos erros)

Deixa estar, espero que todos estejam muito bem também.

Até mais.

* * *

“Então eu estava ali sentado, no Red Year. Àquele restaurante realmente me entretinha, gostava realmente de ir àquele lugar para comer nas poucas vezes que lembro disso, de comer, e nas mais raras ainda vezes que decido comer fora. Ou nas vezes quase inexistentes que tenho dinheiro para isso.

Mas dessa vez em particular eu estava lá com outro intento. A primeira vítima do “Faceless”(esse era o apelido que os jornais, gentilmente, tinham posto no meu alvo devido à sua fixação por desfigurar as vítimas. Poético ao mesmo tempo que patético) tinha sido executada no bairro oriental de Holy City, Crimson Court, que todos chamávamos de Crimson. Era mais fácil. Os residentes geralmente chamavam de “CheeChee”, que, curiosamente, assemelhava-se muito a “Obrigado” numa daquelas línguas engraçadas do Leste. Mas gratidão era a última coisa que aquelas pessoas deviam a cidade que foram acolhidas.

Durante muito tempo vários imigrantes orientais chegaram em Holy City com a esperança de uma vida melhor. Mas diferente de outras cidades do país, nossos amarelos eram do tipo genérico: não tínhamos quase japoneses e chineses, como costuma ser, mas indianos, coreanos e vietnamitas. Claro, apenas poucas pessoas “brancas” sabem disso, afinal ninguém se interessa num bando de imigrantes sujos, mas a população do Crimson sabia muito bem se aproveitar dessa ignorância enganando os “brancos” que pagavam muito melhor por um “autêntico” restaurante Japonês. Prova disso era o Red Year, que era a única casa de comida Chinesa no mundo que dizia servir comida japonesa mas no fim servia mesmo preparados vietnamitas.

Sua fachada lembrava as casa do período medieval, típicas de figuras bonitas, feitas de madeira vermelha. O que era mais interessante nisso é que tudo não passava literalmente de fachada. O Year tinha sido instalado faz quinze anos em um prédio velho da região. O primeiro dono simplesmente se preocupou em construir uma fachada nova em madeira e reformar o interior do primeiro piso. Muito engenhoso.

E estava eu ali no falso templo chinês, sentado na minha mesa de sempre. O ambiente era muito iluminado com suas paredes pintadas num tom suavemente amarelado que parecia realmente que estava no oriente, ou pelo menos em como ele nos aparece nos filmes. Talvez fosse de propósito, sempre enganar os brancos. Garçonetes vestidas tipicamente serviam as mesas. Todo o tipo de gente ia ao Year, pois era o restaurante mais bem localizado de Crimson. Mas eu estava numa parte do restaurante reservada, na minha mesa habitual. Divisórias de madeira vermelha, com desenhos vazados garantiam a privacidade necessária aos mais diversos assuntos… no meu caso, garantiam a minha e a identidade de meu informante. Depois de alguns casos perdidos graças a minha ignorância da mente oriental, resolvi fortificar minhas influências dentro do bairro. O que me levava ali naquela noite era o encontro que havia marcado com meu informante preferido de Crimson: Tonny Long.

Eu já havia terminado meu prato, um preparado de macarrão e carne com temperos diversos. Minha pouca, porém significativa cultura gastronômica me dizia que aquele prato era mais confuso que minha escrivaninha: continha traços de todas as cozinhas orientais, da Índia à Thailândia. Bem não me importo com isso desde que seja uma comida satisfatória pelo preço que pago por ela. E não me importo também com a ausência de animais de rua em Crimson tampouco com a conseqüente proveniência desconhecida da carne.

T. Long estava demorando mais do que o normal naquela noite em particular, mais do que costumava demorar nos nossos encontros anteriores. Era um rapaz bom, porém envolvido nos lugares errado. Com 17 anos já era segundo-tenente de uma trilha da máfia de Crimson. Eu o conheci quando tinha apenas 14, uma criança entrando no mundo do crime. Mas ao invés de tirá-lo desse meio, cuidei para que, ao contrário, se perdesse cada vez mais. Afinal, um bom menino na escola não me é útil. Trabalho é trabalho, deixo o mundo aos heróis, primeiro prefiro garantir o meu dia. Engraçado a origem de T. Long: seu primeiro nome, Anthony, havia herdado de seu Pai, um italiano. Engraçado como as coisas acontecem. Muito me espanta que até hoje não tenha sido expulso da família… no momento adequado, talvez tenha que salvá-lo. Ganhar um servidor fiel nunca é demais.

No meio de minhas divagações sou interrompido por uma garçonete. Me entrega alguma coisa depois se retira rapidamente. Leio. É um bilhete com uma letra rígida, de ângulos bem marcados, letras que machucam o papel, gritam o recado. Dizia em palavras simples, que não irei reproduzir aqui, que fosse aos fundos do restaurante porque o Mestre Zhang me convidava à um chá. Estranho pois esse nome me era misteriosamente familiar, a pronúncia não me era estranha.

Olho novamente o salão diante de mim, e nos fundos do salão de jantar principal vejo uma porta aberta com dois brutamontes nada convidativos fazendo um convite para que entrasse. Lenta e casualmente ponho minha mão no bolso falso do meu sobretudo buscando minha arma fiel, uma Colt antiga porém precisa. Em três segundos poderia facilmente atirar nos dois homens e então poderia fugir pelos becos de Crimson. Mas antes que pudesse armar qualquer tipo de ação vejo Tonny vindo para fora por aquela porta. Ele olha para mim de maneira que eu dessa vez sei que devo entrar, que por ora é seguro e que nem eu nem ele temos escolha.

Finalmente veria o Year por dentro e sinceramente, naquele momento, desejei mais do que nunca poder contar para alguém depois o que veria.”

—————————–||—————————–

“Veja como ele come aquele prato nojento feito de cachorros e pombos.
Veja como se delicia, e como se sente importante, sim porque por mais que tente se convencer que gosta desses amarelos nojentos, sabe assim como todos que é superior a eles. Por mais que tente ser diferente, ele sabe que é comum, medíocre. Sabe que pertence a essa maldita cidade.
Realmente me intriga que esse homem venha me seguir. Ele não teme seu destino, que pode e VAI encontrar em minhas mãos? Não teme a morte?
E parece que o velho quer falar com ele… o que dirá? E aquele mestiçozinho italiano de merda… porque o ajuda?
Realmente foi delicioso começar por sua irmã, e antes de terminar com seu amigo civilizado que tenta me perseguir, terei o prazer de despedaçar aquele rosto amarelo nojento. Nada mais repulsivo do que uma criatura duplamente inferior…

Felizmente eu SEI como chegar ao subsolo desse espelunca ANTES do detetivinho… acho que teremos nosso emocionante primeiro encontro hoje…

… admito que estou excitado!”

* * *

Bem esse foi o Capítulo Três. O Interessante é vocês saberem que o autor me confidenciou que já tem toda a história pronta na cabeça. Ou seja, o destino de Carter e do Faceless já está selado!

Eu sinceramente acho que o Carter morre no final :P

E vocês?

Bem no mais os vejo semana que vem, e nesse meio tempo pode acontecer de haver uma atualização do -2 ou mais impossivelmente do X.

Mas eu duvido muito por qualquer uma das duas alternativas.

No mais até a próxima.

See ya!

[Golden Dawn – Edguy. Não, eu NÃO gosto de Edguy e negarei até a morte! Rsrsrsrs]

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Categorias

%d blogueiros gostam disto: