Publicado por: - TCZ - | domingo, 27 maio 2007

Noir – Part IV

[Les Traces De La Branche Rouge – Aes Dana. Folk pode ser Black? PODE. Esse mundo do metal me supreende…]

Um, dois, três, FUNGA, quatro, cinco, FUNGA…

Sim, meu nariz volta a me atormentar… mas dessa vez receio ser mais grave.
Sim senhores, parece que temos uma Gripe vindo ai!

Que terrível…

(no mais tudo no mesmo. Sim a novidade é uma doença!)

* * *


As paredes passavam por nós velozmente enquanto dois daqueles brutamontes seguiam à nossa frente. Dobrávamos mais corredores do que eu conseguia contar, e sinceramente eu esperava naquele momento que me guiassem também na hora de sair pois acho que certamente me perderia num provável caminho de volta. Corredores cinzentos todos iguais, com portas e mais portas e algumas escadas, parecia mais que penetrávamos silenciosamente nas entranhas de um monstro terrível, um labirinto do qual tinha a impressão que jamais sairia. Ok eu estava um pouco assustado.

Tonny tinha ficado calado por boa parte do caminho o que me levava a crer pouco a pouco que estava rumando a algo desagradável. Parecia que não encontrava palavras para se desculpar ou então, que preferia não falar nada ou não podia falar nada, me fazendo reavaliar a gravidade da situação
Depois de um tempo passamos por várias salas curiosas onde todo tipo de situações ocorria, realmente todo tipo.

Acho que haviam duas salas para cada pecado capital que mexia com a carne, brancos gordos comendo todo tipo de carne exótica e proibida (o que me lembrava da baixa taxa de mendigos nas proximidades de Crimson e o terrível destino das crianças imigrantes), brancos depravados que brincavam com com todo tipo de pessoas e animais (talvez àquelas crianças que ainda não tinham lugar na sala anterior) todos regados de mordomias e mimos que fariam qualquer preguiçoso sentir-se num paraíso. Aquele horror indizível me enojava estranhamente ao mesmo tempo que me era indiferente. Passei por muita coisa nessa cidade-prisão, coisas de que não me orgulho nem que desejaria ter passado se tivesse escolha, mas são ossos do ofício, nada que não seja útil ao meu trabalho.

Aquele antro de luxúria nos levou a última porta, a mais ornamentada de todas, vermelha com dragões entalhados por toda parte. Acredito que o maldito velho tenha trazido essa obra de arte de algum daqueles templos estranhos orientais, ou roubado de um deles quem sabe.

Os portões se abriram com facilidade e revelaram um salão amplo com uma grande bacia de madeira no meio do mesmo. Eu simplesmente depois de ver tudo o que alguém são poderia ver nesse mundo, não era capaz sequer de descrever o que via diante de mim.. era simplesmente repulsivo
Uma criatura que mais parecia ser feita de uma massa coloidal gigante e branca estava cozinhando dentro da bacia auxiliada por duas ninfetas orientais despidas, todo o erotismo vindo daquelas duas desaparecia e revertia em asco quando eu olhava a massa de gordura inerte dentro da bacia, vapor saia da água revelando o aquecimento absurdo da água e revelando também um odor terrível de gordura e sujeira. Minha roupa com certeza tinha ficado imprestavelmente suja naquele momento.

As ninfetas realizavam sua tarefa de forma a mesclar erotismo e funcionalidade, iam desincrustando uma por uma cada casca inumana daquele couro reptiliano, ao mesmo tempo que manejavam habilmente uma espécie de espátula de metal, realizavam uma dança erótica sobre a montanha de carne que me excitava ao mesmo tempo que enojava.

Não menos que de repente a massa inerte de carne virou-se num movimento enojante e visceral, donde vários micromovimentos eram registrados na superfície gelatinosa.
Tudo era enojador, desafiador. Eu relutava em desmaiar sinceramente falando. As mamas, a barriga descomunal, os dentes repitilianos, o cabelo ensebado… aquilo era Mestre Zhang, um dos homens mais poderosos daquela parte da cidade, e me dava NOJO. Achei que jamais comeria de novo no Year..

———————— || ————————

Hahahahaha como é bom ver novamente os porões pecadores, recheados de nobres cultistas, pessoas que venderam a própria alma em nome dessa vida frágil que levam. Pessoas que entenderam que essa casca inerte e repulsiva que chamamos corpo é tudo o que temos, pessoas que decidiram por bem utilizar até gastar tudo o que tem, sem se preocupar com um depois. Ninguém em HC tem um depois mesmo.

Zhang… velho monte de banha nojento. Realmente foi engraçado ver aquele verme, qual o nome? Carter? Tanto faz. Foi engraçado ver sua cara de nojo quando viu o velho gordo. Felizmente eu posso observar com cuidado, sem ser visto.

Parece que eu nem vou precisar entrar em ação contra o verminho, já que o amarelo repugnante vai servir “chá” para o detetivinho.

Mas vou intervir. Pelo menos ele fica desacordado e eu posso agir em paz… deveria morrer é verdade, mas eu irei interferir

Afinal, a vida dele é MINHA e de mais ninguém!”

* * *

Bem, a trama se inteisifica e meu resfriado também.

Vou dormir ver se melhoro. Senão terei uma longa semana de aula…

Até mais e melhor saúde para vocês do que para mim!

See ya

[Gwaenardell – Aes Dana. Pode parecer horrível à primeira audição e todas as subseqüêntes, mas mesmo assim eu digo que é bom! ]


Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Categorias

%d blogueiros gostam disto: