Publicado por: - TCZ - | domingo, 3 junho 2007

Noir – Part V

[Não ouvindo nada, a não ser a voz de uma amiga minha via msn. Maravilhas da tecnologia!]

Bem, a gripe passa quando eu vou pro Rio e volta quando eu subo. Ótimo!

Espero anciosamente por amanhã, para ter meu nariz de volta. E pelo feriado claro.
Depois sóóóóóó nas férias…

Até o posfácio então.

Preciso voltar a escrever meus próprios textos… a novela está muito boa reconheço, mas as vezes eu sinto saudade da comunicação com os leitores… verei mais pra frente, talvez um outro dia não sei.

No mais esperamos anciosamente uma aparição do -2 e do X…. ¬¬

* * *

 

 

“‘Ótimo agora eu tenho pouco tempo.

Tempo suficiente para agir de forma rápida e complicar um pouco mais as coisas… a arte não pode ter obstáculos em sua beleza…

O gordo pede cadeiras para o Detetive e o Mestiço e eles se sentam, claro, não tem escolha mesmo. É notável como não se movem nem conversam… parecem não respirar mas isso seria uma pena. Fico observando a situação, aguardando ansioso o que vem a seguir… o momento propício para agir, quando o maldito Detetive cair inconsciente

Claro, pois é naturalmente evidente que ALGO vai tirar sua consciência, o Gordo não chama ninguém sem ter algo em mente, é óbvio…

Uma atendente chega. Lin, uma dessas prostitutazinhas que conseguiu subir na carreira e virou servente. Provavelmente influência de algum cliente poderoso. Ela se aproxima e eu sinto pelos olhos do Detetivinho que ele agradece a sua presença, sente-se aliviado. Ela traz uma bandeja com duas xícaras, de conteúdo duvidoso… parece que o Gordo realmente tem planos.

Será que o maldito vai matar o Detetive? Mas ele NÃO pode fazer isso de forma alguma! Ele vai retirar a minha presa, minha lebre!

O Idiota toma sem pestanejar, certamente intimidado, temendo o que aconteça caso não tome. Idiota! Não vê que vai morrer! Não morra agora, espere por mim maldito!

É tarde

Ele toma o veneno enquanto todos observam, inclusive aquele Mestiço asqueroso. Ele nem se move cabisbaixo… claro, decerto foi comprado pelo Chinês Gordo, entregou seu querido protetor por um preço estúpido como a própria miserável vida… coisas sem valor por coisas sem valor, que estúpido.

Ele, o envenenado, olha ao redor e sente a conspiração no ar, certamente já percebeu o que acontece… sua visão turva-se pouco a pouco. A cada piscar de olhos menos e menos do mundo sua visão alcança, tudo mergulhando em trevas cada vez mais profundas… no fim ele lança olhar a garçonete estúpida, como se implorasse que ela fizesse algo à respeito… tão comovente que eu choraria se não achasse tão ridículo. Realmente parece que o maldito Detetive sente algo especial pela prostitutazinha amarela… que lindo.

Ele cai. Malditos, roubaram minha presa. Agora estou realmente furioso. Hora de agir!

Levanto de meu esconderijo e encontro todos olhando para mim como se soubesses onde me ocultava. Patéticos, acham mesmo que sabem algo sobre mim?

Pego a porcelana barata daquela xícara estúpida, me servirá bem, é adequada e quebrar-se-á facilmente. Adoro mesóclises!

A xícara quebra-se ao primeiro choque. Tenho mais que o necessário para retalhar todos os idiotas.

Algo me prende, malditos sejam, fizeram algo comigo também! Não posso me mover… a dor é torturante, o desejo de matar, de sangue, me consome pouco a pouco, quero destruir, aniquilar, retalhar. Quero sangue, carne, ossos, dor!

Mas espere, quando vejo a Servente amarela, o affair do detetive-cadáver sinto que posso ir atrás dela, sinto que posso me mover e com mais vontade do que nunca pude me mover.

O Gordo e o Mestiço olham como se entendessem. O Gordo ri enquanto o Mestiço desvia o olhar… não aguenta a carnificina pobre criança… será minha vítma mas não hoje

Hoje o dia é dedicado a namoradinha do cadáver. Irá acompanhá-lo românticamente ao mundo dos mortos, desfigurada!

Maldita seja! Vejam como ela corre, como isso é excitante! Como atinge meus sentidos mais profundos, posso sentir o cheiro de seu medo, o titubear de seu corpo, a explosão de adrenalina que flui por seus membros e a faz tentar fugir de mim… mas é impossível criança… você será morta assim como o maldito deteti

Acabo de ter uma idéia brilhante… vamos enviar o casal repugnante juntos para o mundo dos mortos… e entrelaçá-los como jamais foi feito antes!

BRILHANTE.

Até que o corpo inútil do Detetive não pesa muito, fácil de se levar… servirá bem aos meus propósitos.

Corredores corredores e mais corredores… porém não para a entrada da espelunca mas para o beco logo atrás da mesma, onde são despejados os detritos… adequado…

Ela está ali arfando de frente para mim, posso sentir todos os seus cheiros confluindo numa sinfonia sinistra de medo e pavor… ela me olha com um olhar suplicante, como se me pedisse incessantemente que não a matasse, que deixasse de lado… ela olha também incrédula para o cadáver de seu amado, como se não esperasse o mesmo ali, levado por mim… com certeza antevê parte do brilhantismo do meu projeto

Mas, ela ainda está se mexendo, tenho que começar com ela antes que o rigor mortis tome conta do cadáver desprezível… lanço-o num monte de lixo ao lado de uma grande lixeira, escondendo-o da minha magistral primeira pincelada, grandioso primeiro golpe que iniciaria a maior e mais impressionante escultura feita! Ele não pode espiar até que eu tenha terminado…

A dor tem uma beleza estética característica, sempre achei isso…’

———————— || ————————

 

Acordei naquele beco nojento sobre um monte de restos orgânicos que agora agradeço que não tive tempo nem discernimento naquela hora de tentar reconhecer o que eram.minha cabeça doía como se uma manada inteira de elefantes tivesse sapateado nela a noite inteira. Com certeza algo relacionado àquele maldito chá. O que teria acontecido com Tonny?

Mas minhas conjecturas teriam um momento mais propício para serem feitas… um grito feminino familiar vinha do fundo do beco, me despertando do meu estupor parcial e me dando forças para esboçar algum movimento efetivo.

Foi a familiaridade da voz agonizante que violentamente me arrancou do meu estado catatônico e me deixou num estado pior, de angústia

Era a voz de Linn, a única mulher que amei nessa maldita cidade, mesmo que da forma mais estranha que jamais vi em qualquer lugar

Mais do que tudo que já havia passado na minha vida, temia o que encontrasse depois da lixeira, e com minha fiel, gasta e precisa Colt em mãos, torcia para que tivesse a firmeza e presença de espírito de enfrentar o que tivesse que encontrar. Achava que naquele momento teria de enfrentar o meu alvo de forma mais impactante que jamais esperaria… mas nenhuma experiência de vida no mundo inteiro me prepararia para o que estava prestes a ver…”

 

* * *

Pois é leitores.

O Carter se ferrou, para não dizer mais.

 

E eu quero postar meus textos de volta… acho que vou roubar o dia de alguém.

 

Até mais (não vou escrever mais porquê não dá para falar com a minha amiga e escrever ao mesmo tempo, e sinceramente… eu prefiro falar com ela)

(Aaaaaaaah qualé leitores… eu não falo com ela faz muito tempo! rsrsrs)

 

See ya

 

[Não ouvindo nada porquaaaah vocês já entenderam]

 

 

 

 

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Categorias

%d blogueiros gostam disto: