Publicado por: - TCZ - | sábado, 1 dezembro 2007

Desigualdade Matemática

     Bem, primeiro post meu aqui. E devo dizer que divido o blog com um MANÍACO!

Sim Yumejin, você é um LOUCO, um DOIDO VARRIDO ESCRITOR COMPULSIVO. Meu Deus, nem se eu estivesse ganhando dinheiro por isso escreveria com essa frequência…

Ah sim, isso significa que eu NÃO lerei os seus posts. Não todos. Quem sabe um dia… todos sabemos que pode-se alcançar um número em progressão infinita…

Pois bem, sem mais delongas e protestos, aqui vai a primeira parte de um trabalho que desenvolvi num dia de tédio. Mas um pouco  controverso, portanto àqueles que gostarem, digo que comentem e me digam para continuar. Caso odeiem, digam que escreverei sobre outra coisa (e me pouparei do exercício de terminar o que comecei)

Comentem, sejam legais com a minha re-estréia e não se sintam intimidados com o “Maníaco do post ao lado” (Ok eu sei que é abaixo, mas assim a piada não faz sentido)

See ya!

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Igualdade não se exige, se conquista

Sim porque exigir algo que não existe por si só, é loucura como todos podem ver se levarem em consideração simples fatores. Para que exista a tal igualdade, antes de tudo, é preciso que ambos os pratos da balança apresentem a mesma medida. Isso ipsis verbis, ou seja, sem tirar nem por, com as mesmas palavras exatamente. Mas porque essa definição mesmo que a primeira vista tautológica pode e vai ser utilíssima na demonstração?
Tomemos como exemplo grandezas. Os números dois e três por exemplo. Quem dirá que são iguais? Bem aquele que o disser, parafraseando Wittgenstein, não comete um erro: simplesmente não sabe matemática. Dois e Três são números claramente díspares, onde o primeiro pode ser dividido em duas vezes a unidade numérica fundamental (o número um) e o seguinte em três vezes a unidade numérica fundamental, ambos jamais poderão ser iguais. Mas e se queremos igualá-los a qualquer custo?
Bem, primeiramente tínhamos algo assim

2 = 3

Onde notamos que o valor de verdade da igualdade é F (false), pois como disse, Dois e Três são quantificadores baseados em multiplicações da unidade fundamental que é o elemento uno e indivisível (guardem suas armas senhores matemáticos, estamos tratando tudo grosso modo aqui a fim de demonstrações medíocres). Pois bem, caso precisemos igualar os dois componentes da igualdade, temos que partir dum elemento externo aos mesmos, pois caso partamos dos tais componentes jamais chegaremos a qualquer coisa que não a equação inicial.
Portanto poderíamos usar de um fator externo para tornar o valor de verdade da igualdade T (true), como podemos ver agora

X+2 = X+3

Onde o valor de X (usado aqui como variável note bem) pode ser qualquer número, porém, será sempre o mesmo número em ambos os “lados” da igualdade. Aqueles que conhecem a álgebra já perceberam o problema. Resolvendo a equação tal como se apresenta, descobriremos que a mesma não apresenta solução. E caso troquemos o valor de X, sendo ele o mesmo em ambos os “lados” da igualdade, jamais conseguiremos igualar Dois e Três. Mas como então igualá-los?
Podemos então, usar números diferentes em cada “lado”

X+2 = Y+3 <-> X > v < Y

ou seja em bom português: X+2 só será igual a Y+3 se, e somente se X e Y forem diferentes.

Outro caso de igualdade virá de adicionar algo a apenas um dos lados da balança a fim de que esse lado, que deverá ser menor que o outro necessariamente, iguale-se ao lado maior. Então deste modo temos que

2<3,

portanto adicionaremos algo a Dois, visto que é menor que Três (por ser duas vezes a unidade fundamental, e Três ser três vezes a mesma unidade. Ou seja, três excede em uma unidade o valor representativo de Dois)
Então

X+2 = 3

Aqueles que acompanharam o ultimo parágrafo saberão que o valor representativo da variável X será uma unidade numérico-representativa fundamental, ou seja, o que chamamos usualmente de Um.

Porém, falando absolutamente, stricto sensu, não ocorreu uma igualdade, pois afinal apenas um lado recebeu modificação. Ocorreu mais um processo de nivelamento que é muito diferente de igualdade. Nivelar significa modificar algo a fim de que este algo atinja condições semelhantes (senão iguais) a outra coisa que serve como medida. Então, não houve igualdade visto que as parcelas receberam tratamento diferente no processo, e que uma foi tomada como parâmetro, portanto, é tomada como mais importante a outra. No nosso exemplo, Três foi mais importante que Dois pois sem ter Três como referencial, não seria possível pensar num nivelamento.

Então concluímos com esses exemplos fúteis porém úteis que caso queiramos igualar duas coisas quaisquer, apenas poderemos fazê-lo se adicionarmos coisas diferentes as coisas que queríamos igualar, ou então nivelando um dos termos tendo o outro como parâmetro de medida, estabelecendo ai uma relação de importância entre os termos. Portanto a dita igualdade necessariamente virá de uma desigualdade.
E o que isso tudo tem a ver com a dita “conquista” da igualdade?

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Now playing: Giant Drag – Blunt picket fence
via FoxyTunes

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Responses

  1. Curioso, senhor não-maníaco vagabundo. Pra falar a verdade, fiquei até impressionado quando vi que você tinha postado. Acreditei que fosse uma delusão. Claro, não houvesse acreditado, não poderia ser uma delusão, mas, enfim, não é disso que trata o comentário.

    Digo que você deve prosseguir com o seu trabalho. Gostaria de ver aonde vai chegar. Aliás, faça um favor a nós e propagandeie o Quodlibetários mesmo quando não for post seu. Se alguém tiver interesse em se unir a nós, ou ainda se você tiver interesse que alguém se una a nós, faça o convite.

  2. antes de tudo: você citou Wittgenstein o.O
    uau….. nunca imaginei isso ocorrendo, mas blz.

    hm… comentar um texto sem que você tenha concluido realmente a idéia é meio complicado o.o
    além disso, me parece que você usa “igualdade” de duas formas distintas: em uma (seu primeiro exemplo), você a usa de forma em “igualdade dos termos”, ou seja, os termos são iguais. mas na segunda (x+2=3) não há igualdade dos termos em sí, mas da (digamos) referência…
    dependendo de onde você usar essa sua idéia de igualdade, você pode cometer um erro feio o.O

    é, eu gosto de te esculachar =p
    mas não faço muito isso, poxa!
    bjos.


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