Publicado por: yumejin | segunda-feira, 3 dezembro 2007

Intermitências de Dor

[Esse post serve como explicação para ausências de escritos nos próximos dias.]

Em termos gerais, podemos separar as pessoas em duas categorias que nada têm a ver com moral, religiosidade, justiça, berço, quantidade de melanina ou time de futebol. É a saúde – uma pessoa pode estar saudável ou doente.

Certo, não é uma divisão relevante social ou politicamente, não define a salvação e sequer recebe uma cota nas universidades. Contudo, não é, de forma alguma, algo negligenciável.

Minha mãe sempre disse que o essencial não é ter dinheiro, ter os melhores amigos por perto ou ser inteligente. Todas essas coisas são muito importante, lógico, mas não são realmente essenciais para se viver – ter saúde é. Alguém doente fica extremamente debilitado e incapacitado para uma série de tarefas.

A verdade é que, enquanto estamos saudáveis, perdemos a noção de como não estar sentindo dor constante ou passando minutos ajoelhado no banheiro, nauseado, é bom. Permite que pensemos com o máximo de nosso intelecto, ajamos com a maior de nossas forças e, por que não, fiquemos sem fazer nada com toda nossa vontade.

Quando estamos doentes, perdemos o controle sobre nosso próprio corpo. Talvez aí esteja a chave do porque a doença é tão ruim – “tiram” de nós a única coisa sobre a qual temos domínio.

Existem enfermidades e enfermidades – entre câncer e resfriado, muita coisa nessa lista. Contudo, esse é o ponto em comum entre todas elas. A maior parte de nossas vidas, se no nosso quinhão de vida não recebermos a propriedade de estarmos constantemente doentes, ficamos alheios a essa miríade de moléstias que nos espreita. Mesmo os médicos não têm consciência de metade.

Sei que de nada vai adiantar, mas agradeçam se vocês estiverem inteiros. É inestimável. Mesmo coisas tolas, como asmas e sinusites, que não faço a menor idéia de como são, alteram drasticamente a vida do portador. Talvez seja isso – somos definidos por nossas doenças.

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Responses

  1. interessante como você escreveu sobre uma frase que pensei nesses dias de reflexão e angústia gerados pela preocupação. “seu próprio corpo o traiu” é a frase.


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