Publicado por: - TCZ - | quinta-feira, 7 fevereiro 2008

Covernation

Forcei-me a escrever algo de interessante para o blog repetidas vezes. Não deu, pois bem, resolvi então falar de algo que me é muito familiar, MÚSICA!

Sim leitores, música, a expressão perfeita de tudo o que existe. A única coisa que usa matemática que entra na alma direto, sem precisar passar pelo cérebro. A música e suas vibrações são um divino antídoto para doenças físicas e do espírito, sendo aproveitada por homens, animais e, porque não, plantas.

Tudo nesse mundo vibra numa frequência específica, a música também vibra. Quem sabe podemos vibrar ao mesmo tempo, ouvintes e música, de forma harmonica? Não é isso o que acontece as vezes?

Mas deixa estar, falo da minha relação pessoal com a música outra vez, devo por agora mostrar a vocês o que me deu a idéia de escrever sobre esse assunto.

COVERS!

Sim minha gente, covers. Para quem não sabe (e deveria), covers são aquelas faixas em que o artista autor executa uma faixa de outro autor. A rigor, covers são feitos EXATAMENTE como as faixas originais, as execuções em que o artista “interpreta” a faixa executada são chamadas “versões”. Prefiro estas últimas por adicionarem algo a obra original, acrescentando sempre algo. E isso é bom, mesmo que se esse algo for algo muito ruim (como vocês verão). Se for para escutar coveres, strictu sensu, melhor ouvir o artista original…

Mas deixa estar ora bolas, tudo é cover (como diria Mion) e eu vou aqui apresentar umas caracterísitcas e uns exemplos que acho mais interessantes, que tive contato e que me fazem pensar sobre o assunto.

Acredito que, entre versões, existem basicamente três tipos, funcionando em sistema de quarto excluído: os que ficam idênticos ao original, os que ficam melhores e os que ficam piores.

As Idênticas:

Versões Idênticas não ficam de fato idênticas. Ficam diferentes possuindo as caracterísitcas das bandas executoras, porém sem perder a fidelidade com o original. Uma coisa ou outra da identidade do executor é adicionada, mas sem destoar nem eliminar muito do original. Versões idênticas as vezes podem nos confundir de quem é original e de quem é cópia, mas sempre são bem feitas e despertam um novo tempero ao velho prato trivial.

Exemplo: “Take on Me” do A-ha, cover do Vision Divine

O interessante é que o uploader desse vídeo utilizou o clipe da música original. Para um desatento, a nova versão pode passar desapercebida, mas basta ouvir alguns elementos novos (como o bumbo duplo, ou o mini solo em 2,02 que no original era executado com teclados e na versão do Vision é teclados+baixo+guitarra)Duas bandas com teclados, duas ótimas músicas e duas ótimas bandas.Quem se interessar pode checar a original aqui

As que ficaram Melhores:

Versões melhores não tornam as originais piores, longe disso, apenas mostram uma forma da banda executora mostrar ao público o quanto gosta daquela música e como soa bem com o tratamento especial que lhe oferece. Por muitas vezes inclusive, as bandas originais elogiam as versões melhoradas, e por mais vezes ainda, criticam por inveja ou medo.

Bem, mais um exemplo de versão mehorada: “Still Loving You” do Scorpions, interpretada pelo Sonata Arctica.

O interessante dessa versão é que inicialmente parece ser uma Idêntica, mas logo após a risada do Tony Kakko (aliás, adoro essa risada) a faixa adquire a velocidade do Sonata e a força do Scorpions. Primorosa.

E mais uma vez, pra quem quiser, a versão original.

E finalmente

Os PIORES…

Versões ruins são aquelas que não deveriam existir, não deveriam ser feitas, imaginadas, cogitadas… versões que não valem a mídia em que foram gravadas. Não só não fazem justiça ao original como também desrespeitam toda a história e significado que a música possui para os ouvintes.

Exemplos não faltam, mas evitarei colocar coisas esdrúxulas demais (como Snoop Dog tocando Sad but True do Metallica), colocarei algo que quem fez o cover teve pelo menos ALGUMA intenção de fazer algo sério (então não entram na lista coveres punk)(Sim, eu não acredito que o Snoop Dog tentou fazer algo sério)

Que tal isso

Pior versão de todos os tempos. Não sou grande fã de Lennon mas na minha singela opinião, o cover conseguiu piorar mais algo que já era ruim o suficiente. Não contente em tentar piorar algo bom, o que é muito fácil, conseguiram piorar ainda mais algo que já era ruim, o que é muito mais difícil.
Parabéns a ela.

Bem leitores, foi isso. Três exemplos de versões que eu conheço e que gostei de compartilhar com vocês. E para quem não gostou, um lembrete: o que foi escrito são MINHAS opiniões. Não concorda? Bom pra você e pro seu mal gosto :P

Talvez volte a escrever sobre música, me digam vocês, se gostaram escreverei mais com certeza.

See ya.

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Responses

  1. Gostei da versão do Sonata Arctica para a música do Scorpions. E colocar o Snoop Dog pra cantar qualquer música, qualquer música, é matá-la de imediato.

    E eu nem sabia que existia um original para essa versão batidíssima da Simone… mas não é tão ruim assim… isso ou eu me acostumei depois de mais de década… mas vendo a letra original, ela até que começa parecido, mas descamba na parte das criancinhas cantando no fundo [Hiroshima/Nagazaki/Mururoa/Já…]

    De qualquer forma, escreva mais sobre música – é provavelmente a sua segunda “arena” predileta, se perde pra Filosofia.


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