Publicado por: Mr.Balboa | sexta-feira, 30 maio 2008

Capítulo 1 – Recebendo Transmissão

POST!!!!!

OBS: Vou começar a colocar uma história aqui. Ainda vai ter os posts mais sérios, mas vai estar avisado no começo do Post se é sério ou é a história.
OBS 2: Não tinha certeza se era minha vez de postar, mas como ninguém o fez, resolvi dar alguma movimentação nesse blog.
Capítulo 01

Numa sala cheia de equipamentos eletrônicos estava sentado três homens, ao redor de uma telinha de 5 polegadas, que tinha apenas três pontinhos que ficavam piscando em períodos constantes. A sala estava quase toda no escuro, exceto por uma luz de uma luminária que estava no lado oposto de onde esses três estavam. O silêncio imperava aonde eles escutavam e apenas o bip das máquinas ressoavam por lá.

No outro canto da sala toca o telefone. Um dos homens, sai correndo para atender:
– Alô. Alô.
– Tim, alguma coisa? – uma voz grave do outro lado inquere.
– Nada ainda chefe… – a voz um pouco vacilante do subordinado.
– Eu devia saber que contratar alguém de fora de nosso grupo iria gerar atrasos…Ele irá receber o pagamento justo por esse trabalho – com a voz ainda bem peculiar.
– Chefe, nos iremos agir… – antes que pudesse completar a frase foi cortado pelo outro lado.
– Seu IMBECIL!!! Nada de falar isso por telefone. Volte para o seu posto. Considere que isso foi o aviso primário – e sem mais delongas desligou o telefone.

O homem loiro agora estava um pouco trêmulo. Ele sabia o que aquilo representava. Ele sabia que grupo era aquele a qual ele se juntara. Porém esperava ter mais exito nele. Se juntou aos outros, que ao chegar lhe perguntaram:

– Quem era Tim? E por que você está tremendo? – uma daz vozes que nitidamente não estava interessado no rapaz e sim na situação que causara aquilo.
– Era…era o chefe. Queria saber da transmissão…Recebi o aviso primário…- com a voz ainda titubeante.
– HAHUAUHHAUHAUHAUHAUHAUHAUHAUHA – uma gargalhada que parecia um trovão veio da sua esquerda. Era um homem enorme. Facilmente sua cabeça era o diametro de um dos seus braços. – Você realmente é um panaca. Conseguiu receber o aviso primário em menos de 10 dias. Só faltam dois agora… HUAHUAUHAUHAUHAUHAUHAUHAUHA – sua risada voltou a ecoar na sala.
– Cale a boca Bronst! – ordenos o outro homem, enquanto era encarado pelo somatório de massa a sua direita.

O silêncio voltou a imperar. Já havia um atraso de 13 minutos quando apareceu a tão esperada mensagem:
RECEBENDO TRANSMISSÃO…
Os três agora ficaram esperando o que iria aparecer. Um relatório apareceu na tela. Teo, rapidamente mandou imprimir aquilo. Logo após foi até o telefone e mal tinha terminado de discar ouviu a voz grave do outro lado:

– Mande logo o relatório…E passe para o Erion.

Sem mesmo responder foi até a máquina aonde deveria passar a mensagem e comunicou ao outro homem que era para ele falar no telefone. Enquanto estava posicionando tudo conseguiu ler o que estava escrito no relatório.

Cidade de Galbart

O sucesso da tomada de Galbart passa pela conquista de três pontos estratégicos:
Observatório – É lá que é feita a primeira vigilância além de poder contemplar grandes distância e quase toda totalidade da cidade.
Vila de Miria – É onde está concentrado o arsenal militar da cidade. A vigilância do local é mediana. Tomando esse ponto teremos mais força ofensiva além de reduzir drasticamente o poder ofensivo e defensivo deles.
Praça Central – É onde se encontra a prefeitura e o tribunal da cidade.

Agora sim ele entendia o que ele estava fazendo e qual era o seu papel naquele plano. Não podia deixar de se sentir orgulhoso. Afinal de contas ele que conseguiu aquele maquinário para o seu grupo. Ele tinha sido fundamental para que o grupo conseguisse informações para o seu novo plano. Estava terminando de mandar a mensagem para o seu chefe e agora sim escutou a voz debochada de Erion ao fundo:

– Está entendido chefe – e escutou o telefone sendo desligado.

Tim se virou para os demais e com um sorriso amarelo acenou com a cabeça dando a entender que tinha terminado tudo. Era a primeira vez que viu o rosto de Bronst. Um sorriso perfeito, olhos negros e careca. Não conseguiu ver o rosto de Erion. No entanto, viu ele chamando ele para perto do telefone. Lá ele tinha certeza que iria ver o seu rosto. Enquanto se encaminhava percebeu que Bronst se encaminhou em direção da porta e se retirou da sala. Quando percebeu já estava a menos de um metro de Erion. Agora fazia sentido porque ele não tinha visto o seu rosto. Estava usando um capuz marrom que não permitia que se visse uma única característica de seu rosto.

– Meu caro Tim…você sabe por que eu uso esse capuz? – perguntou com a voz de deboche.
– Er…não – com a voz medrosa de sempre.
– É para não saberem quem eu sou. Simples assim. Muitos do nosso grupo não sabem quem eu sou. Mas você é um rapaz de potencial e fora de nosso grupo eu quero que você me procure se precisar de algo. Por isso irei mostar meu rosto para você. Ah…antes que eu me esqueça – colocando a mão no bolso e tirando algo de lá – O nosso chefe pediu que você fizesse mais uma coisinha. Olhe para isso e memoriza muito bem elas – ao abrir a mão havia dois olhos nela; eram belíssimos e de cor âmbar. O homem ficou meio atônito com aquilo, mas não podia deixar de notar que eram realmente belos. Após alguns segundos ele guardou no seu bolso.
– Muito bem rapaz, me procure se você me ver na rua – ao retirar o capuz, o susto do louro não podia ser maior. No lugar dos olhos não havia nada. Apenas os buracos de onde deveriam ficar os olhos. Seu rosto tinha 4 grandes cicatrizes. Era relamente algo horripilante de se ver. Ao ouvir o grito abafado do rapaz, Erion não conseguiu se conter e soltou uma boa risada antes de colocar o capuz de volta. Tim estava agora caído no chão aterrorizado com o que tinha visto, porém algo chamou sua atenção nesse tempinho. Em sua cabeça no lugar do vazio dos glóbulos oculares, apareciam os belíssimos olhos – E então Tim…no lugar dos meus “olhos” apareceram os olhos que eu te mostrei? – não conseguindo se conter e rindo de novo. Tim agora não estava entendendo mais nada. – Não se preocupe Tim…daqui a pouco você não lembrará do meu rosto…tenho um bom dia – e se encaminhou para a porta onde Bronst estava o aguardando do outro lado.

Tim ficou ali, assustado com tudo que tinha ocorrido naqueles minutos. Porém seus pensamentos eram interrompidos de vez em quando pelo par de olhos âmbar. Ao tentar sair percebeu que agora estava trancado. Sentiu muita raiva de si. Não iria morrer ali. Iriam descobrir ele na segunda feira, mas realmente estava frustrado.

Enqaunto isso na saída daquele prédio:
– E então “belo” Erion. Mostrou o seu pequeno tedouro para ele? – com a voz que parecia um trovão.
– Como é que um monte de massa como você pode saber que eles estão aqui comigo hoje? – com a voz um pouco desconcertado além do deboche natural.
– Eu já sabia o que iria acontecer com aquele rapaz. Na segunda feira, vai ser encontrado e nesse mesmo dia vai ser internado num manicômio…Não podíamos ficar com um cara tão ruim assim…Contratou amadores…

E as duas figuras peculiares andaram calmamente até um carro e dali desapareceram pelo breu da noite.

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