Publicado por: Mr.Balboa | sábado, 21 junho 2008

Efeito Rocky Balboa

Não sei se vocês já viram o último(?) filme da saga. Recomendo que vocês assistam.
Eu nunca fui muito fã do Rocky, confesso que por muitas vezes achei que era perda de tempo gastar meu tempo e o meu dinheiro para assistir a um filme do Stallone, mas resolvi dar uma chance no que na minha cabeça seria o desastre final.

Mas eis que me surpreendo e vejo que o filme “Rocky Balboa” é na verdade o último canto do cisne. Tinha tudo para dar errado. Mas de algum modo, esse filme foi capaz de me fazer ver com bons olhos esse personagem. Apesar do slogan “Nada acaba antes do fim”, que me parece um pouco clichê, eu consegui enxergar um personagem que era dado como “morto”, que não prestava e que todos viravam as costas, renascer de suas cinzas. Penso que esse filme acabou sendo uma mistura entre o Rocky e o próprio Stallone. Os dois pareciam caricaturas do que um dia eles tinham sido. Mas eles conseguiram angariar respeito, carinho e admiração no final.

Não, isso não é um post sobre um filme. É apenas a introdução para um outro personagem. Acho que, de todos os participantes desse blog, eu sou o que mais sou ligado aos esportes. Mas creio que todos desse blog, ao menos uma centena de vezes já praguejou contra esse cidadão: RUBENS BARRICHELLO.

Já xinguei de todas as formas possível ele. Morria de raiva ao ver ele não ganhar nada com a Ferrari. Enfim, como todo o brasileiro que viu 12 minutos de F-1 já quis ver a caveira do Rubinho.

De certa maneira, a trajetória desse piloto pode ser comparada ao do Rocky. Quando surigu na F-1, era tido como grande promessa do Brasil e tinha um gigantesco padrinho (Ayrton Senna). Finalmente ele chegou na Ferrari e ali começou o ódio pelo piloto. Não tinha como aguentar ver uma derrota seguida de outra derrota de Rubinho. Quando ele saiu da Ferrari,o que todos esperavam era ver ele parar. Não parou. Mas passou a ficar nas sombras de Massa (o piloto brasileiro que assumiu o lugar de Rubinho na Ferrari). E assim foi passando um ano atrás do ano. Até que chegou o ano de 2008. Rubinho estava mais escondido do que nunca. A única menção feita a ele no começo do ano, foi a de que durante toda a temporada de 2007 ele não tinha conseguido marcar um ponto sequer (a culpa não foi dele. O carro era absurdamente ruim). O úncio fato novo era a de que ele iria se tornar o piloto com o maior número de corridas da F1. Um record que ninguém almeja nos dias atuais da competição. Mas ele resolveu encarar. E mesmo assim ele continuava nas sombras. Até que chegou o tão esperado Grande Prêmio onde ele se tornou um recorditsta (o carro da foto é o carro da corrida que ele quebrou o record). E apenas por mostrar bom humor e simpatia ele conseguiu recuperar a simpatia que um dia eu tive por ele. Eu passei a torcer por ele. A queda corrida que ele não pontuava eu ficava triste por ele. Até que chegou o glamour de Mônaco. E lá ele quebrou esse tabu para ele. Conseguiu marcar os pontos tão sonhados. Fiquei feliz por ele. Na corrida seguinte ele voltou a liderar uma corrida (por 7 voltas) depois de MUITO tempo, além de pontuar mais uma vez. Acho que fiquei mais contente por ele ter conseguido uma vez mais o brilho do primeiro lugar, mesmo que por pouco tempo, do que pelo Massa. Penso que esse deva ser o canto do cisne de Rubinho. Um personagem que tinha se apequenado diante de tudo aquilo que ele poderia ter sido e não foi, mas que no seu final conseguiu de forma digna voltar a ser querido (pelo menos para mim).

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Responses

  1. é verdade, eu não ligo pra esporte e só sei que o Massa ganhou a corrida de hoje porque meu pai estava assistindo. e é só isso que sei.

    mas essa volta de pessoas que estavam “acabadas” é mesmo um fenômeno interessante, tanto no mundo real quanto na ficção. as vezes é bom, as vezes é brega. no caso dele eu não sei porque não acompanhei surgimento, queda ou volta.

  2. Dia de corrigir pequenos erros de código nos últimos posts: tinha um J separado de seu respectivo á depois da imagem, mas acho que consertei.

    Em relação ao post: esse não foi o último canto do cisne Rubinho, pelo jeito, já que voltou ao pódio depois de anos! Ele sabe que não será campeão ou brilhará como um dos grandes. Mas parece correr mais livre do que antes. E isso é bom.


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