Publicado por: yumejin | quarta-feira, 9 julho 2008

Portais Lúdicos – Jogos de Tabuleiro

Para escolher o assunto de hoje, fui à Wikipedia, escolhi a opção de artigo aleatório até que aparecesse algum sobre o qual eu pudesse falar.

Rip Russel… hun, acho que não dá. Próximo.
Ken Hogan… o quê diabos é hurling? Deixa pra lá. Próximo.
Quester… ei, eu conheço esse jogo. Ou melhor, conheço o jogo no qual este se baseou, Breakout. Bem, vamos lá.

Jogos eletrônicos, em geral, sempre foram algo por que tive muita estima. De um jeito ou de outro, eles nos transportam para situações desafiantes em mundos diferentes do nosso cotidiano. Falando dessa maneira, soa um tanto como escapismo, mas não é. Eu nunca vou pilotar naves espaciais, ser um guerreiro na Idade Média, comandar exércitos estadunidenses, chineses ou terroristas, participar da 2ª Guerra Mundial ou lutar contra o Pikachu em Hyrule. Os jogos eletrônicos permitem que eu o faça. Mas não são a única passagem para esse mundo lúdico, nem sequer a primeira ou mais comum.

Quando somos pequenos, os primeiros jogos com que temos contato, ou assim era na minha época, são os chamados jogos de tabuleiro. Os mais conhecidos por essas bandas são, disparados, Banco Imobiliário, War, Jogo da Vida, Master, Perfil e Imagem & Ação. Existem outros, como Dinheiro do Mês ou Rummikub.

Porém, por causa de fatores que me é impossível precisar, os exemplares de jogos de tabuleiro que chegaram por aqui são aqueles que se baseiam muito na sorte e cuja jogabilidade, por vezes, é demasiadamente complexa. A curva de aprendizado é longa e o retorno nem sempre compensa. Basta lembrar quantas partidas de War são interrompidas por causa do efeito Guerra Fria – dois exércitos ocupam metade do mundo e se atacam apenas em pequenos focos. Ou ainda, um exemplo melhor: atire a primeira pedra quem já chegou a terminar uma partida de Banco Imobiliário! Eu sei que, em anos e anos, tardes e tardes de jogos, jamais cheguei a construir mais do que um hotel sequer.

Neste final de semana, em um evento sobre o qual falarei em outra oportunidade, tive a chance de jogar alguns que não são assim. Neles, o aprendizado é rápido, as regras são simples, as partidas são curtas [variando de 30 minutos a 1 hora e meia, estourando] e, apesar disso tudo, abrigam uma gama de estratégias que os tornam divertidos e diferentes a cada vez.

Assim como as histórias em quadrinhos, os jogos de tabuleiro são freqüentemente relegados à posição de “coisa de criança”. No entanto, curiosamente, exatamente essas coisas de criança que portam em si possibilidade e assuntos muito adultos. Talvez seja porque as próprias crianças sejam a epítome do potencial de se tornar qualquer coisa.

Cheguei na sala onde a Ludus expôs seus jogos e, ansioso para testar alguns, já que nenhum eu conhecia, exceto o Settlers, de que já tinha ouvido falar, sentei-me à mesa com duas outras pessoas que estavam comigo. Fiquei um pouco apreensivo, pois TransAmerica parecia muito, muito chato. Caramba, que divertido, um jogo de colocar trilhos para ligar cidadezinhas… pois é, eu tava errado. O negócio é entretenedor, sim. E o melhor, é rápido. Em menos de 5 minutos aprendemos a jogar e, após três rodadas, e um azar tremendo de minha parte na última delas, o vencedor havia sido definido – um grande amigo meu que estava mais dormindo do que acordado. Tentar ligar suas cidades, evitar ajudar seus oponentes e aproveitar o que eles fizeram é uma distração e tanto.

Carcassonne, foi o segundo jogo de que participei, com três outras pessoas. Se inicialmente ele me pareceu um pouco estranho, logo ficou claro a diversão contida – o simples prazer de tirar a peça de que seu adversário necessita e colocá-la em um lugar absolutamente inútil por pura maldade [ou vontade de ganhar, você escolhe] é… fascinante. Além disso, apesar de se fiar na sorte, é preciso um grau de estratégia razoável para não tentar dar um passo maior do que a perna – em outras palavras, não crie estradas ou cidades gigantes se não sabe se vai conseguir terminá-las.

Por fim, jogamos Tabu, com esses mesmos quatro participantes. Embora menos interessante, não foi em vão e me parece muito bom para ser jogado até certa idade, já que a grande dificuldade é não usar as palavras proibidas, daí o nome do jogo, para descrever aquela que sua dupla deve adivinhar. Para quem tem um vocabulário mais extenso, como alunos de faculdade, não é tão desafiador assim.

Os três foram muito divertidos e eu fiquei com uma vontade danada de jogar Settlers of Catan, mas não tive a chance. Da próxima vez, falo do outro caminho para esse mundo mágico, um que eu conheço bem mais e a principal razão do evento onde estive.

===

ATUALIZAÇÃO: Sob sugestão da Moon, acrescento um comentário pertinente a esse artigo: uma grande vantagem dos jogos de tabuleiro é que eles são bem mais baratos do que suas contrapartes eletrônicas, além de exigirem, no máximo, mesas e cadeiras, contra televisores e consoles, além de controles [ou “manetes”, como chamavam na minha época] e cartões de memória. Ou teclados, mouses e computadores, depende do gosto do freguês e de sua habilidade em conseguir emuladores e ROMs.

Em contrapartida, os jogos eletrônicos possuem gráficos cada vez mais estonteantes e a possibilidade de explorar caminhos que suas versões mais antigas, de tabuleiro, não permitem. Se ao menos houvesse algum tipo de jogo que combinasse o baixo preço e a facilidade de utilização com a liberdade e as imagens vívidas…

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Responses

  1. repito: GOSTO dos jogos de tabuleiro, mas, poxa, era São Paulo

    bom discurso

  2. comentário à atualização:

    ah, tem. ele está no seu próximo post que eu sei.

  3. Eu digo que a grande desvantagem de todos os jogos é a necessidade haver um jogo! Rá, não esperavam por essa! Um dia eu escrevo.

    Ah e também comento isso:

    “- TCZ – Férias! \o/ diz:
    CATAN
    – TCZ – Férias! \o/ diz:
    MALDITO CATAN
    [verdadeiro nome do yumejin] diz:
    Quê que tem, fio?
    – TCZ – Férias! \o/ diz:
    Odeio esse jogo”

    EU JA JOGUEI CATAN HAHAHAHAHA

    EM PORTUGUES (de Portugal)

    Mentira, não joguei não
    Mas olhei do alto do playstation 2+Lata de Heineken e aprendi as regras MAIS do que o povo que estava jogando. E sinceramente…

    COMO PUDERAM DIZER QUE AQUELA COISA É “BEM MELHOR” QUE O SUPREMO WARRRRRR

    arf arf…

    Fala sério. O jogo é uma bateção de boca só. Fica tudo no “conversês” e nada de estratégia como no War… achei BOBO.

    Delírios de Fanboy.

  4. […] Lúdicos – RPGs Este post é a segunda parte daquele que eu fiz no início de julho, sobre jogos de tabuleiro. Demorou, e muito, mas uma hora eu tinha que concluir meu raciocínio, penso. Voltando à […]

  5. EU QUERIA QUE VCS PUBLICASSEM OS JOGOS LUDICOS


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