Publicado por: Mr.Balboa | sexta-feira, 19 setembro 2008

[Caminho] 2 – Dúvidas

Sem dúvida nenhuma toda aquela situação havia perturbado a sua cabeça. a sua alma e seu coração. Ele realmente estava no meio do campo das dúvidas. Mal conseguia perceber o caminho que estava tomando ao seguir Borgon. Na sua cabeça só restava duas pergunta:

“Isso vai me tornar mais forte? Vou conseguir fazer tudo que os meus sonhos me mostraram?”

Passado alguns instantes se deparou com uma porta à sua frente. Não sabia de onde tinha percebido ou o por que tinha aparecido, mas desconfiava que isso fazia parte dos preparatórios que exigiriam para treiná-lo.

– Acho melhor você se desvincilhar dessa nuvem de dúvidas e incertezas que o cercam Daniel – falou com um tom rigoroso – Você nem foi capaz de sentir ou perceber quando e como essa porta apareceu aqui. Agora vai depender de você…e principalmente de sua capacidade. Eu já te achei, agora você vai ter que tomar a sua escolha de uma vez por todas. Depende única e exclusivamente de você abrir esta porta – ao terminar isso virou as costas para o rapaz e abriu e foi para o lugar onde a porta destinara ele.

“O que eu faço? Como é que eu não senti nada? Será que esse não é o meu caminho? Talvez seja melhor eu fazer o que aquele cara falou para eu fazer.”

Resolveu se concentrar 100% na tarefa de abrir aquela porta. Se alguém olhasse aquele momento de um outro ponto, poderia pensar que aquilo fosse a ação mais comum e corriqueira do mundo. Não dispunhas de armas a sua mão. Sentia que não era o momento para aquilo. Colocou a mão na fechadura e sentiu um formigamento que dominou todo o seu lado direito. Era uma sensação quente. Sua reação foi soltar imediatamente a fechadura e ao fazê-lo tomou um choque que o deixou desacordado por alguns minutos.

“O que foi isso? Que tipo de poder é esse? Será que eu morri? Não…mortos não conversam consigo mesmo…mortos dormem até o último dia…ou sera que não? Acho que não morri…será que isso é uma resposta? Será que eu não tenho o poder necessário? ARGH…como doi o meu corpo…parece que está tudo vibrando…minha cabeça está zunindo…”

Após alguns instantes de inconsciência, seu cérebro voltou a funcionar. Ainda demorou um pouco para abrir os olhos. Apesar de ainda ser noite, o choque com a luz da lua e com descarga elétrica que ele tomou produziram vários pontos verdes brilhantes no seu horizonte por algum tempo. Depois de alguma luta para poder ficar de pé ficou em frente a porta, olhando…tentando entendê-la. O que o separava de quem estava dentro daquele lugar? Qual era a diferença. Dessa vez em sua mente só havia aquela porta, Pela segunda vem colocou a mão da fechadura e pela segunda vez sentiu aquela sensação, só que desta vez no corpo inteiro. O que não aconteceu pela segunda vez foi o medo, dessa vez ele que só queria seguir em frente e antes que ele pudesse se questionar a porta da sua mente abriu-se com a mesma facilidade que a porta física que estava a sua frente abriu-se. Era um quarto escuro…logo após entrar a porta se fechou e desapareceu. Não sabia o que fazer em seguida…alguns pensamentos desconexos apareceram, mas nada de muito certo até que o sentimento de preocaução .

“Que o meu escudo invisível se faça presente e que minhas armas estejam prontas”

Logo após pensar essas palavras uma espada longa está na mão direita de Daniel. Mas antes que ele comece a pensar em alguma estratégia de avanço escuta uma voz nova:

– Garoto Herdan…essa foi a sua primeira decisão depois que entrou na Sala das Dúvidas – disse uma voz bem rouca e antiga – A sua decisão foi cautelosa…Não sabia se atacava…se defendia…se prosseguia…mas mesmo assim chamou a sua espada…Você consegue imaginar o por que desse lugar se chamar Sala das Dúvidas?

O pavor tomava conta do seu corpo e de sua mente. Não conseguia encadear os pensamentos. A voz parecia tão autoritária e tão correta. Era como se a própria voz fosse um corpo físico e esse corpo fosse de uma presença inenarrável. Algo que apenas a sua espada não conseguiria enfrentar. Era como se fosse um bebê aprendendo a respirar a frente a um general de batalhas:

– Acho que sei… – com a voz muito fraca.

– Até em suas resposta existe dúvida… – falou com um tom ligeiramente desanimado – Você precisa de um bom treino garoto. Você tem enorme potencial. Por que em todos os outros assuntos você tem confiança inabalável e nisso você titubeia tanto? A sua espada por exemplo…- fazendo uma pausa proposital para que Daniel olhasse atentamente para ela – É de um poderio que você não faz idéia e no entanto você nunca a utilizou…A convocou agora pois achou que fosse uma hora para testar o seu poder de fogo…Ai ai…Você vai ter que treinar muito…

“Quer dizer que eu estou tão fraco assim…Mais uma vez não consegui sentir a presença dessa pessoa e depois que escutei a voz dele a única coisa que senti foi o meu sangue pulsar loucamente e meu cérebro não conseguiu raciocinar…Isso não sou eu…Isso não sou eu…ISSO NÃO SOU EU!!!!!”

– Muito bem garoto Herdan. Parece que você fez sua escolha – após essa frase e o pensamento de Daniel 4 candelabros se acenderam e agora ele tinha uma noção da sala e de sua posição. A dúvida não tinha sumido completamente, mas a sua reação mudou.

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