Publicado por: - TCZ - | domingo, 14 dezembro 2008

Quanto vale ou é por quilo?

Seja por um prazer mórbido em comer algo que veio de uma GRANDE bandeja, seja por não ter escolha (como é o que geralmente ocorre) as pessoas volta e meia cometem o erro capital de se embrenhar numa tipica armadilha pra turista/pra desesperado: o “restaurante” à quilo ou “SÉUVISSECÉRVISSE”, verdadeiras ciladas para o estradeiro incauto (CHAMEM O BINO!)

Comer em comida à quilo é como apostar contra si mesmo sabe, como se você pensasse no seguinte “ah, eu APOSTO como nesse prato tem MENOS comida do que o dinheiro que tenho no bolso”, isso claro, se pudessemos estabelecer assim, de cara, uma relação direta entre o dinheiro e a comida. Direta MESMO, porque afinal todo mundo quando lê essa frase entende a piada. Explicar muito a piada é uma coisa bem ruim dependendo do humorista, eu sou um daqueles sem muita paciência de qualquer forma.

Tipo, é meio complicado já na hora de escolher a comida. Não me entendam mal, em meu juízo perfeito eu sou uma das últimas pessoas a me preocupar com minha sanidade aliementar ou com minha forma ou na “dor” que os “bichinhos” sentem na hora que são “assassinados” etc… acho tudo isso uma babaquisse sem fim, coisa de viado mesmo. Normalmente ponho no prato tudo o que me chama, o que meu estômago vira (pra onde ele vira eu não sei, quem sabe pra cima?) e diz “COMA ISSO SEU PUTO!” (é ele me xinga às vezes, tipo na vez que comi feijão azedo-espumante. Se bem que na hora ele não reclamou e até gostou do “tom meio acre” do feijão) Ai eu vou e como claro, ou você recusaria ou discutiria uma ordem tão direta de um órgão tão importante seu? Eu não. (Aliás quem discutiria com um órgão seu em primeiro lugar? E caso não tendo esse hábito, se um deles te mandasse alguma coisa você não obedeceria nem por MEDO pelo menos? Eu SIM)

Ai então eu saio pegando tudo o que me dá na telha, respeitando sempre CLARO dois limites: os espaciais, do meu prato, que à revelia do que eu desejava num prato ideal, não possui “paredes”. (Ainda não me conformo de comermos em pratos e não em tijelas sabem, eu por exemplo acho que os cavalos e outros animais de pasto são muito mais felizes, pois cabe muito mais comida nos seus pratos que nos nossos…) E o outro limite fundamental de TODA atividade humana, que vai muito além do espaço-tempo, e se sobrepõe à moral e bons costumes… o FATOR FINANCEIRO. Sim, porque afinal alguém está bancando toda essa diversão e espero sinceramente que esse alguém tenha todo o dinheiro de que preciso para bancar meu brinks. Se esse alguém sou EU a conversa fica MUITO mais delicada.

Porque vejam, ninguém, a não ser que seja um artista circense, daqueles ciganos que adivinham seu peso, consegue saber EXATAMENTE quanto de comida está pondo no prato! Isso é uma bela duma trapaça desses senhores de SÉUFISÉRVISSE… os mais bem informados, tal qual àqueles que se informam de dados sobre os cavalos antes de apostar, olham o preço do 100gramas e, muito mais raramente, fazem um esforço de imaginação pra tentar mensurar quanto mais ou menos um quilo vale ou quando mais ou menos dá pra comer com o que tem no bolso, o que for MENOR. Mas o povo em geral, com raras excessões (ciganas) não tem a menor idéia de quanto põe no prato, quanto claro de DINHEIRO não de comida (embora vendo que tem gente que comete o ABSURDO de deixar comida no prato, dinheiro perdido, vejo que TAMBÉM há os que não tem idéia de quanta comida põe, mas esses são os mais imbecis nas artes do bem-comer). Portanto, quando você menos espera vê um número além do esperado e não pode pedir refrigerante, ou vê um número muito pequeno e percebe que, apesar do que os olhos disseram, vai acabar ficando com fome no meio da tarde de uma forma ou de outra apesar de ter comido o que comeu.

Por essas e outras eu sou adepto dos preço-único ou dos PF’s, mais adequados ao meu estômago que, embora tenha nascido num corpo GANDA, é inegavelmente proletário, e assim como os proletários preferem, prefere um divertimento SADIO e HONESTO, onde a fatura se alia à sensatez.

“E é”

Anúncios

Responses

  1. Por isso que amo meu Visa. Não preciso me preocupar em quanto vai dar. ^.^

  2. ^ Esnobe…

    Deixando nosso companheiro estagiário endinheirado de lado, eu concordo com você. Consigo fazer um bom cálculo do peso aproximado do meu prato, que geralmente orbita entre 300 e 400 gramas [dica importante: carnes pesam muito], mas sempre como menos do que quero. Essa sensação da aposta de que você falou é bem real.

    Se eu pudesse, não comia em Self-Service, mas, às vezes, arroz/feijão/farofa/batata frita oleosa/carne gordurenta não está nos planos do meu estômago e, como você bem sabe, é bom seguir os conselhos dos nossos órgãos.

  3. Engraçado, sempre quando eu erro, é para mais…

    (Estrogonoff pesa o máximo. >.<)


Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Categorias

%d blogueiros gostam disto: