Publicado por: yumejin | domingo, 28 dezembro 2008

Retrospecção

Existe um exercício recomendado pela filosofia rosacruz que orienta o praticante a rever, antes de dormir, suas ações durante o dia, a fim de encontrar aquelas que deve procurar repetir e aquelas cujas causas deve encontrar para modificá-las ulteriormente.

Embora o Ano Novo seja algo inventado arbitrariamente, no sentido de que, de alguma forma, um belo dia, um homem determinou que seria o dia 1 aquele, e o seguinte 2, e o terceiro 3, até um número X, depois do qual voltaria-se ao 1-2, 2-2, 3-2, e assim em diante, a idéia de renovação por trás dele é pedra fundamental da nossa sociedade como a entendemos.

Tome como exemplo desta mentalidade o domingo, dia de descanso. Sem ele, não podemos nos recuperar da semana de trabalho. Mais ainda, serve como um divisor entre os feitos realizados até o momento e o planejamento para os próximos seis dias. Sua utilidade enquanto ponto de parada impede que nos sintamos intocados no sentido ruim à passagem do tempo.

Na passagem de ano, podemos pensar em tudo o que conquistamos e deixamos de fazer até aquela data, não só no ano que passou como na vida, e criar metas e objetivos para os próximos 365 ou 366 dias. Talvez sejam irreais, impossíveis ou tolas, mas são vitais para que não sucumbamos, ainda que não as coloquemos no papel, ainda que não acreditemos realmente nelas.

A retrospecção diária é o análogo menor desse pensamento. No final de cada dia, rever as ações que se passaram e tentar melhorar para as próximas 16 horas desperto. Repetir o ciclo até a morte. A cada dia, mais evoluído do que no anterior. Uma verdadeira transmutação do espírito, o real sentido do renascimento.

Disciplina não é muito o meu forte, mas creio realmente que seja um esforço válido.

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Responses

  1. Primeiro que eu não acredito que o período de “Ano Novo” foi estabelecido arbitrariamente. Se tem uma coisa que eu aprendi verificando até é que nesse mundo, nada é arbitrário ou muito poucas coisas o são. Assim é mais provável que o “Ano Novo” tenha um motivo para ser no dia que é, e eu mesmo tenho alguns palpites.

    Depois que não sei em quantas correntes diferentes eu estou errado pelo que vou dizer, mas para mim vale o velho e manjado Carpe Diem. Cada dia é infinito em sua duração vivendo assim um micro cosmo em cada dia, cada um diferente do outro e independente do anterior e do posterior. O único macro cosmo que existe é o meu interior, e é ali que a evolução se faz presente, mas de forma inteiriça, não fragmentária dia-após-dia mas uniforme. É como se eu sempre estivesse certo, mas os motivos que sempre mudam =D

    Claro, visões pessoais são visões pessoais de qualquer maneira.

  2. E vice-versa…

  3. “É como se eu sempre estivesse certo, mas os motivos que sempre mudam =D”

    LOL!

    Bem, nesse ano de 2009 traço uma meta de escrever pelo menos 30,000 palavras (de ficção) por mês. Depois dos últimos dois meses, acho que até consigo.


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