Publicado por: yumejin | quinta-feira, 5 fevereiro 2009

Da inexistência da Islândia

Originalmente, eu postaria hoje um conto para exemplificar o artigo da vez passada, mas acontece que estava eu perambulando pela Wikipedia [salve, salve, ó senhora da Internet] e, como primeira chamada do Wikinews, leio a prova absoluta de que a Islândia não existe ou, se é real, não faz parte do mesmo planeta onde eu vivo, em absoluto.

Depois de uma série de problemas derivados da crise econômica mundial, incluindo a quebra dos principais bancos do país, a coalizao do primeiro-ministro islandês Geir Haarde renunciou ao cargo. O país teve seu famoso “grau de investimento” detonado de elevados níveis para BBB- [o Brasil tá na mesma ponta de baixo da tabela, mas vindo da “segunda divisão”, por assim dizer, resultado de uma política monetária estável dos últimos 15 anos] e a dívida externa saltou para pouco menos do que 6 vezes o PIB do país [seria como se, entre outubro do ano passado e janeiro deste ano, a nossa tivesse totalizado 7,5 trilhões de dólares].

Pois bem, sucedendo-o temos a anteriormente Ministra das Relações Sociais Jóhanna Sigurðardóttir [e pronuncie o sobrenome dela…], a primeira primeira-ministra do país. Mais ainda! A primeira primeira-ministra reconhecidamente homossexual da história global. “Nunca antes na história deste país…” Sua aprovação é de 73 % como chefe de seu gabinete, mas, convenhamos, ser Ministra das Relações e da Seguridade Social [que abrange a Previdência] na Islândia não deve ser o pior trabalho do mundo.

Agora, por favor, seja educado e abra o link que eu forneci sobre o nome da Jóhanna. Olha bem pra foto dessa mulher e me diz se ela não saiu de “O Diabo Veste Prada 2” ou qualquer coisa do gênero. De acordo com a data de nascimento fornecida pela mãe dos burros, ela tem 66 anos! Mas faz sentido… sendo a Islândia onde é, os islandeses não devem dormir, devem entrar em câmaras criogênicas.

Além disso, na Islândia, as pessoas não possuem sobrenomes. Esse [Ctrl + C Ctrl + V] Sigurðardóttir significa que ela é filha do Sigurði [dóttir, acredito, é equivalente ao daughter do inglês ou tochter do alemão]. Se for o caso de duas pessoas com nomes iguais e com pais de nomes iguais também, é muito simples: usa-se o nome do avô. Por exemplo:

Bjarni -> Þór [que eu tenho a impressão de que não se lê “pór”] -> Jón
Jón Þórsson Bjarnarsonar

Hallur -> Þór -> Jón
Jón Þórsson Hallssonar

Esse método, no entanto, é mais histórico do que comum, porque normalmente as pessoas têm um nome do meio. De fato, os islandeses não consideram esse Þórsson ou Sigurðardóttir seja parte do nome da pessoa e, portanto, referem-se uns aos outros pelo primeiro nome, em situações formais ou informais [comum no Brasil, mas raro na maior parte dos países].

Obviamente, a Islândia inexiste.

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Responses

  1. Para mim vários países não existem: Lietchenstein, Guyana, Suriname, Guyane, Mônaco, Suiça, Sark, IlhaDeLost…

    Islândia pelo menos eu sei que existe, como não! Eles foram os rivais dos Super Patos de Anahiem no terceiro filme – “D³ – Os Super Patos”!!! \o/

    Lembro até hoje do grito de guerra dublado da seleção da Islândia: “Iiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiislândia!” \o/ (criativo, eu sei =D)


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