Publicado por: - TCZ - | quarta-feira, 29 abril 2009

Dingoo – Review

Bem, eu sou um grande GADGETEIRO, alguns que me conhecem sabem disso. Não resisto a um pouco de dinheiro em mãos + um belo gadget a venda. Quanto mais inovador/divertido/em oferta estiver melhor, por conta disso já me peguei comprando muita porcaria (mp3zes principalmente) mas muita coisa boa e por um preço excelente (como meu Palm/PSP). Esses dias andando pela internets e pelo Mercado Livre (é, eu viciei nisso mesmo) me deparo com um aparelinho bem interessante, pelo menos pelo que se propunha a fazer, o DINGOO


A CARA do DS não?

Conhece? Nem eu conhecia, decidi pesquisar um pouco e repartir o conhecimento com vocês ; )

Primeiro de tudo o conceito, o que essa barra de chocolate com botõezinhos se propõe a fazer que é tão awesomenesco.

O Dingoo (nome que creio eu, até por conta da logo marca patinha de cão, se deve aos Dingos, meio que uns lobos meio cães australianos) é meio que um port do sonho do REIROM, do EMUALLSYSTEMS, um aparelhinho que cabe mesmo no bolso que emula ao mesmo tempo os melhores pilares da diversão old school 2D: SNES/NES (ou Super Nintendo/Nintendinho Oito Bits pra Nubaiada), GENESIS (MegaDrive), GBA (GameBoy Advance, mas isso até o meu Palm faz, mazomenos), NEOGEO (Quingofáiter e associados de Fliperama), CPS1 e 2 (Street Fighters da vida e Final Fights). Olhando assim, pruma coisa que cabe MESMO no seu bolso é algo FODÁSTICO prum gamer nostálgico ou mesmo pro cara mais ou menos nos vinte e poucos trinta que jogou algum desses e adoraria jogar na fila do banco (e mesmo pra gurizada mais nova que anda cada vez mais exigente. Portátil com Tetris? SONHA, a gurizada agora que NO MINIMO um 32bits e olhe lá) fora que o bicho ainda conta com recursos multimídia – mp3 e, segundo prometido pelos anúncios, player de vídeo que toca de tudo (até .rmvb PASMEM) sem nem precisar converter/dar resize.

Como gadgeteiro FERRENHO meu olhos brilharam e eu tive um nerdgasm NA HORA. Isso seria REALMENTE smooth, ter tudo isso no bolso ainda mais com um design charmoso, o lance ser todo branco deixa as linhas mais arredondadas e modernas, como nos filmes de distopia futurista (o que perde MUITOS pontos são os botõezinhos coloridos, mas isso eu deixo passar, com sujeira de dedo tudo se resolve) deixa tudo muito mais nerdástico. Porém como toda compra salgada (aqui o bicho sai uns quatrocentos reais oO) requer MUITA pesquisa. Bem, de qualquer forma eu não compraria por este preço, pelo menos não num futuro próximo uma vez que meu PSP atende muito bem a isso (no entando o Dingoo ganha no quesito portabilidade e nãoroubabilidade, afinal ele parece MUITO com um portátil de camelot) mas quem sabe depois que esse futuro não próximo chegasse? Sai a cata de informações e encontrei alguns problemas muito chatinhos.

Cheguei a esse site que oferece um review das capacidades de jogo que o Dingoo oferece, e devo dizer que ele decepciona nos mesmos pontos que o meu PSP e acredito que a maioria de consoles portáteis que oferecem emulação: não tem capacidade gráfica pra rodar algumas coisas BEM divertidas. Quando a gente usava um desses consoles (ou arcades) ai que eu citei fazíamos pelo conjunto console+cartucho. O processamento se dava em conjunto, a carga de trabalho era dividida pelo pente do cartucho e do console, bem quando você roda um jogo qualquer a partir dum arquivo digital as coisas ficam um pouco mais complicadas, pois o trabaho tem que ser feito todo pelo aparelho deixando muito mais o peso em cima do chipset do mesmo, se ele não for BOM não vai rodar muita coisa. Outro empecilho também é que antigamente se trabalhava com console+monitor, o monitor tinha seus próprios meios de renderização (pra “desenhar” e animar o jogo na tela) tirando essa responsabilidade do sistema, mas aparelhos como o Dingoo chamam para si essa responsabilidade também, tendo que lidar com processamento e renderização fora a energia pra isso tudo, principalmente iluminar os displays. E não podemos esquecer, por último mas não menos importante está o fato de que os jogos mesmo dentro de uma mesma plataforma são radicalmente diferentes e necessitam de quantidades diferentes de processamento dos cpus: enquanto “Tetris” – que tinha em tudo quanto é plataforma, por exemplo no SNES – consumia geralmente pouco potencial do console, um jogo com Donkey Kong exige mais etc. Fora que alguns jogos continham certos chips que faziam certos efetos, seja simples extensões de memória (como  DOOM, Street Fighter Alpha 2 e Killer Instinct de SNES) ou mesmo efeitos gráficos e de jogabilidade diferenciados (como Mario Kart e Super Star Wars, que usavam o “Mode7” que fazia efeitos de giro do cenário ao redor do ponto fixo da visão do jogador) Tudo isso, inclusive esses chips específicos, precisam ser emulados e ter suporte no sistema senão a coisa não funciona direito, é justamente o que acontece no Dingoo.

Alguns jogos e mesmo alguns consoles ficam com a emulação muito prejudicada devido a essa diferença que impede a emulação satisfatória de todos eles em sua plenitude, segundo o site por exemplo jogos como os jogos de luta do CPS2 (Street Fighters em sua maioria) rodam muito lentos, quase injogáveis, enquanto Sonic do GENESIS nem sequer roda! Isso desanima, pois você acaba ficando preso a apenas dois consoles (NES e GBA que não mostraram problema algum) que não exatamente a proposta do portátil. Aos outros consoles, seus jogos mais famosos acabam não rodando tendo você que queria jogar Marvel vs Capcom na fila do cinema, tendo que se contentar com 194X =( Não que esses jogos mais simples sejam ruins ou indesejáveis, mas ou se tem tudo ou não tem negócio (como no caso do MegaDrive portátil lançado recentemente pela TecToy que foi uma ótima iniciativa, mas vinha com vinte jogos na memória SEM POSSIBILIDADE DE ADICIONAR MAIS, nem mesmo por meio de venda oficial da empresa =/) Acaba você pagando por um mp3 de luxo, vindo da China (ou seja, sem garantia alguma) e com os menus+manual em chinês… gato por lebre? Talvez.

O pior mesmo vem agora, em como adiquirir um desses no Brasil. Mercado Livre é uma opção? Sim, não a única mas de longe a mais acessível… e com alguns problemas. O preço médio gira em torno dos quatrocentos reais, o que para um portátil com recursos relativamente reduzidos é um preço bem salgado. Principalmente porque o preço dele no exterior gira em torno dos 90 dólares, fazendo uma conta porca e arredondando pra cima isso dá uns 270 reais. Como eu arredondei a cotação do Dólar BEM pra cima (porque vem caindo nos últimos meses, devido a recessão econômica) e o preço do aparelho TAMBÉM, temos ai bem mais de cem reais de puro lucro pro anunciante do ML. Injusto? Sim, levando em consideração que o anunciante não tem CUSTO ALGUM, apenas o de manter o anúncio no site. Embalagem e envio ficam totalmente POR CONTA DO FABRICANTE! Cara de pau não? O esquema todo funciona da seguinte maneira: existem inúmeros sites chineses (de Hong Kong pra ser mais exato) como o DealExtreme que oferecem diversas tecnoBugigangas na internet por um preço bem baixo em Dólares. Você compra com um cartão de crédito internacional e eles enviam com frete grátis. Bem simples certo? Não se você mora no Brasil: além da maioria de nós não possuir um cartão internacional, a nossa receita federal pode reter a encomenda baseada em fatores que desconheço e taxar em até 80% o valor do produto, nesse caso saindo do bolso do comprador, para tentar evitar isso você pode pedir ao site que envie como presente (“Gift”) mas ainda assim a ausência da sobretaxa não é garantida. Fora que em casos de produto com defeito a devolução chega a ser dolorosa de tão complicada. É um negócio de risco sem dúvida, mas compensa pelo baixo investimento e pela oportunidade de adquirir itens únicos, as vezes indisponíveis no mercado brasileiro por preços módicos. Pois bem, percebem como são os anunciantes do ML? Todos os ônus da negociação são transferidos para o comprador, eles apnas recebem o SEU dinheiro e fazem a encomenda pelo preço do site. Caso você tenha problemas com a alfândega, problemas de produto quebrado ou coisa semelhante, o problema é SEU também. Eles apenas põe a disposição o cartão internacional, nada mais. Uma puta sacanagem! Isso sem contar os anúncios de má-fe que chegam mesmo a vender o Dingoo como “um DS” se aproveitando da semelhança do console com a “metade de baixo” dum Nintendo DS (mais ou menos como acontece com a Apple e os iPods)

Reparem na tela de baixo

Reparem na tela de baixo

Então por fazer parte do que se propõe mas por ter muito potencial, seja no multimídia seja em versões futuras dos emuladores que podem vir a utilizar de forma mais plena os recursos do aparelho (pois o mesmo funciona em sistema de firmwares autalizáveis, ou seja, como atualizações do windows, que corrigem erros e implementam novas características no sistema operacional) ou mesmo dos possíveis aplicativos caseiros, os famosos “homebrews”, que podem vir a enriquecer a experiência do usuário futuramente, no saldo final eu considero um produto que vale o preço que se paga. Desde que seja em Dólares. Fuja dos anunciantes picaretas de ML, sempre pesquise sobre o produto e pergunte se o mesmo já está no Brasil e fuja desse esquema de “venda por tabela”

Little by little, por um pouco de dinheiro a mais eu levei meu PSP, que embora eu não possa jogar INDO para o trabalho, posso jogar NO trabalho, durante minha hora de almoço  ; )

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Responses

  1. Mercado livre e seus prós e cotras merecem um post separado.
    Fiquei animado com a descrição inicial, mas realmente todos os grilos retiram a vontade de comprar.
    Só isso, fuiz

  2. Gostei da resenha. E esse esquema do Mercado Livre é uma desgraceira mesmo. Sempre dou uma olhada e vejo uns caras vendendo por 95% do preço aqui do Brasil, sendo que pagaram metade disso. E 90 dólares deve sair na faixa de R$ 200,00.

    Quanto à Taxa Alfandegária, os 80% é imposto sobre importação de jogos. Devir vive sofrendo com isso. Deu um rolo sobre Magic e tudo.

    E eu não compraria o Dingoo. Não valeria a pena sem poder jogar alguns arcades.

  3. […] era exatamente sobre o que vou falar hoje: VIDEOGAMES. Sim sim, falamos de jogos em Flash, sobre portáteis para emulação, mas nunca sobre o mainstream da parada sabe, sobre os consoles de gente grande (ninguém aqui é […]

  4. Esqueçam o rewiw acima.
    Atualmente já existem soluções simples como o Linux portado para o Dingoo que resolve 90% dos “defeitos” dos emuladores cidados além de suportar outros emuladores que não são nativos da plataforma, como mame e Final burn alpha.
    Comprei o meu pelo Mercado Livre em 12x (preço a vista era R$ 280) não me arrependo.
    Exite uma comunidade de usuários que efetua melhorias para o firmware e recursos fazendo com que sempre surja novidades.

    Não troco meu Dingoo por um PSP ou DS nem me pagando volta, hauhyuahauhaua


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