Publicado por: Mr.Balboa | sexta-feira, 2 outubro 2009

Quando a Morte em um Desastre Aparece

Este é um blog de variedades. Temos assuntos como futebol, filmes, quadrinhos, músicas, profissões e outros mais. Mas quando falamos de coisas mais sérias, acho que o máximo que podemos atingir é o ramo de política. Mas eu fui pego por um depoimento completamente estarrecedor essa semana. Hoje eu gostaria de falar sobre o desastre na Oceania. Deixo o aviso, que a parte final desse texto é algo de pertubar a mente.

Para os caros colegas acompanhantes que estão desavisados e vagando pelo mundo, aconteceu várias coisas na Oceania nessa semana. Aquele lugar foi praticamente o lugar escolhido por um jogador de SimCity3000 para desastres. Apesar desse comentário um pouco mais humorístico, gostaria que vocês pensem seriamente sobre a destruição que aconteceu lá.

Vou começar por aquele que foi menos falado. Um furacão atingiu um país chamado Laos.

O segundo e que atualmente é o mais comentado, foi um terremoto que atingiu mais uma vez a ilha de Sumatra. Ela já tinha sido acertadas quando apareceu um termo famoso:”Tsunami”. Até o momento 1100 pessoas já foram dadas como mortas, mas do mesmo jeito que aconteceu na outra vez, as informações são um pouco confusas e imagino que a contagem só vá crescer.
Porém o que mais me arrepiou…o que mais me tocou, foi um terceiro desastre. Foi um terremoto de 8,0 na escala Richter que criou uma tsunami que atingiu um arquipelogo. As ilhas Samoa.

Samoa tem uma população menor do que minha cidade natal. Com aproximadamente 177 mil pessoas, Samoa foi atingido por um tsunami no dia 29 de setembro de 2009.

Por morarmos muito longe desses lugares, nos parece algo tão distante e até em certo momento frio. Porém, como em muitas outras ocasiões, a Rede Globo foi atrás de vítimas brasileiras, para poder dar um link direto para dar a notícia.

E assim, eu cheguei no ponto que eu queria chegar. Eles conseguiram entrar em contato com um rapaz (o nome dele é Gabriel, mas não me lembro o sobrenome) que mora na Austrália a 5 anos e estava passando o mês de férias em Samoa para surfar. Ele estava em automar quando ocorreu a movimentação no fundo do mar. E agora eu vou tentar relatar mais ou menos o que ele disse.

Ele diz que estava surfando com mais amigos, quando sentiu o oceano voltar com muita força. Ele diz que ele escolheu ir em direção a ilha em que ele estava. Porém, não tinha tempo e ele foi engolido pela onda. Como ele ainda estava no mar, ele não foi atingido pelo impacto da onda, mas ele foi atirado em direção a ilha. Ele diz que não tinha controle de nada durante aqueles momentos. Ele disse que tinha certeza de que iria morrer. Ele sentia que batia em folhas, em galhos, em árvores, em pedras, até que ele conseguiu se agarrar numa pedra. Ele disse que a única coisa que passou pela sua cabeça foi a de se prender naquela pedra.

O Gabriel disse que alguns minutos depois ele conseguiu reunir força e perceber que tava vivo. À partir dali, ele foi em direção a praia da ilha em que ele tinha ido parar. E quando ele chegou na praia, ele diz que viu duas criancinhas chorando muito e duas mulheres berrando.
Essas próximas linhas foi exatamente o que eu ouvi: “Eu vi aquelas duas criancinhas na praia, sendo seguradas por aquelas duas mulheres. Aquelas mulheres estavam com o corpo todo destruído. Elas estavam na praia, apenas esperando que uma onda as matasse. Eu peguei aquelas duas crianças e comecei a correr. Eu corri muito com elas.”A voz dele começa a ficar com o sinal de um choro e de balo “Foram dois…Eu só consegui salvar dois…Pelo menos eu salvei dois…Desculpem, eu não consigo continuar porque eu estou em estado de choque…” e assim acaba a entrevista dele.

As palavras desse rapaz, realmente me tocaram. Eu não consigo imaginar o horror que ele viu (mais até do que o horror que ele viveu). Pois por mais que ele tivesse a noção de que estava vivo depois de um desastre, ele viu a morte. Não para ele. Não na forma quase poética que aparece na TV. Mas na forma do desastre, em uma de suas faces mais crueis e poderosas que ela pode aparecer. Acho que pior que a sensação de saber que vai ser engolido por uma onda gigantesca e que NÃO HÁ NADA QUE ELE POSSA FAZER, penso que a pior coisa deve ter sido quando ele achou as duas crianças e começou a correr. Os pensamentos e as imagens que cortaram a mente dele naquele momento, simplesmente devem ter sido destrutíveis para a cabeça de um monte de pessoa.

As vezes esses desastres parecem tão longe…Parece que não faz parte de nós mesmos…Talvez não mexa com mais ninguém…Mas acho que pelo menos isso deveria ser dito…

Anúncios

Responses

  1. Me lembrou assim uma cena dum filme apocaliptico desses, um “O Dia depois de Amanhã” da vida, realmente terrífico.

  2. OO’


Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Categorias

%d blogueiros gostam disto: